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Casos de incêndio em MS superam em 53% os registrados em 2017

Na Capital, índice de aumento foi de 52% em relação a 2017

O número de incêndios registrados em Mato Grosso do Sul este ano já é 53,16% maior que o total de casos computados em todo ano passado. Até esta segunda-feira (16), o Corpo de Bombeiros já combateu 2.201 casos em todo Estado.

Na Capital, a variação é semelhante, com aumento de 52,03%: ano passado foram 1.119 operações contra 736 registrados em 2017.

O número crescente de incêndios desperta a preocupação, principalmente porque, de acordo com o Corpo de Bombeiros, a maior parte das ocorrências de fogo em vegetações e pastos é provocada de forma intencional.

“Há incêndios provocados por acidentes, como pontas de cigarro ateados em vegetação seca. Mas, o maior número das ocorrências é provocado intencionalmente. São pessoas que reúnem lixo, que limpam e capinam terrenos e pastos e que utilizam o fogo para eliminar os resíduos. São situações graves, já que as equipes que combatem fogo precisam se dividir entre as inúmeras ocorrências”, destaca o tenente-coronel Marcos Meza, da comunicação do Corpo de Bombeiros.

Tempo seco é vilão

Além da ação humana, a questão climática é um dos agravantes do aumento de incêndios nesta época do ano. No inverno seco de Mato Grosso do Sul, no qual a umidade relativa do ar é consideravelmente menor, abaixo do índice de 30%, a combustão de lixo pode ter proporções avassaladoras, além de ser crime ambiental.

A pena para quem cometer queimadas pode variar de reclusão de três a seis anos e multa, de acordo com o Artigo 250 do Código Penal, que considera crime queimar qualquer coisa em ambiente aberto.

“Nesse período de inverno a demanda aumenta significativamente e a guarnição que atende essas ocorrências por vezes precisa se dividir entre os chamados. A partir disso, tragédias podem acontecer. Quem ateia fogo para limpar o terreno, além de cometer um crime ambiental, pode por em risco os prédios vizinhos, já que o fogo pode se alastrar muito rapidamente”, informa.

No período de estiagem, também aumentam os casos de doenças respiratórias, sobretudo na população infantil e idosa. “A fumaça somada à secura agrava os problemas respiratórios e também fazem aumentar a demanda por atendimento médico-hospitalar. Toda consequência vai desaguar, inclusive, num impacto financeiro que poderia ser evitado”, conclui.

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