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Após ameaça de greve, frentistas de MS conseguem reajuste e manter benefícios

Com adicionais, piso da categoria chega a R$ 1.548,24

O salário de frentistas e demais trabalhadores de postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul finalmente receberão reajuste de salário, após mais de seis meses de tratativas com o sindicato patronal e até ameaça de greve.

A proposta, segundo o Sinpospetro-MS (Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso do Sul), estabeleceu reajuste de 2%, além do adicional de periculosidade e participação nos lucros. No total, a categoria deverá receber ao menos R$ 1.548,24.

Segundo o sindicato, o piso salarial de frentistas passou para R$ 1.110,95. Com o adicional de 30% de periculosidade, no valor de R$ 357,29, os salários sobem para R$ 1.548,24. Profissionais que trabalham no período noturno receberão 30% de adicional, ou seja, mais R$ 464,47. Com isso, o salário poderá chegar a R$ 2.012,71. Ainda de acordo com a entidade, os vencimentos serão retroativos à data base da categoria, ou seja, dia primeiro de março de 2018.

O fim da negociação salarial precedeu ameaça de greve por parte dos frentistas, que anunciaram paralisar atividades para o último dia 14, com expectativa de adesão de 70% da categoria. A decisão foi tomada durante assembleia geral, na qual cerca de 300 trabalhadores teriam votado por unanimidade pela paralisação.

De acordo com o presidente do sindicato, José Hélio da Silva, a decisão pela greve foi motivada diante da demora nas negociações e na contra-proposta enviada pelo Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul), que propunha retirar alguns benefícios existentes na convenção coletiva da categoria.

Mais conquistas

O acordo assinado entre o sindicato patronal e dos trabalhadores, gerentes de postos de combustíveis ganham dois pisos salariais da categoria, acrescidos de periculosidade.

Para os trabalhadores com salário superior ao piso, o reajuste será de 2%. A participação de lucros, de R$ 350,00, também foi mantida e será paga em duas parcelas – a primeira na folha de setembro e a segunda na de fevereiro de 2019.

Funcionários que tiverem mais de quatro anos de empresa também ganham adicional de férias no percentual de 10%, a ser pago por ocasião da concessão ou quitação das mesmas.

Após o período de gozo de férias, ficou acordado estabilidade provisória no emprego de 30 dias, salvo na ocorrência de falta grave do trabalhador. A proposta também garantiu aos trabalhadores o direito a uma cesta básica com 30 quilos de mantimentos.

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