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Justiça determina que casal Olarte deixe de usar tornozeleira eletrônica

 O casal foi solto em setembro do ano passado

A Justiça determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de Gilmar e Andreia Olarte. A decisão é do juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal. O casal que foi solto em setembro do ano passado, após 43 dias prisão, ficou um ano e três meses com a tornozeleira.

Na época, os dois foram soltos após o pagamento de de 17 salários mínimos, ou seja, R$ 14.960 mil cada, somando 29.920 mil. 

Caso – Os dois foram presos no dia 15 de agosto de 2016, devido a Operação Pecúnia que apura suposto desvio de recurso público para compra de imóveis particulares. Após duas negativas do STJ (Superior Tribunal de Justiça), a defesa apelou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que ainda não julgou o pedido e tomará ciência da decisão em primeiro grau.

Como estratégia para acelerar a tentativa de soltura, Olarte até renunciou aos cargos de prefeito e vice. As ações que estavam em segunda instância, prerrogativa de quem tem foro privilegiado, foram remetidas ao primeiro grau, com exceção da ação penal em que o pastor é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Andreia passou os dias no presídio feminino e o marido no presídio militar.

Pecúnia – Conforme o MPE-MS (Ministério Público Estadual), o casal branqueou recursos obtidos por meio de corrupção, passou a influir direta e ostensivamente na manipulação das provas alterando declaração de imposto de renda, adequando lastro patrimonial e, ainda, ocultando propriedade de imóveis com auxílio do corretor de imóveis Ivamil Rodrigues, que também conseguiu liberdade mediante pagamento de fiança. Outro empresário está em cárcere pelo mesmo motivo.