‘Dinheiro público tem que ser tratado com rigor’, diz juiz que reduziu pingado

Economia será de mais de 50% nos gastos

Diminuição do pingado, metade das luzes do estacionamento dos juízes apagadas, impressão frente e verso e aproveitamento máximo da luz natural pela manhã. Essas são as medidas tomadas pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, diretor do Fórum de Campo Grande, para economizar.

O magistrado encaminhou um ofício aos servidores avisando sobre as medidas. “Pode parecer pouco, mas não é. Diminuindo o leite em 50%, cai pela metade o consumo do ‘pingado’ e também dos gastos. Se na nossa casa a gente se preocupa em consumir apenas o que é necessário, imagine em um órgão bancado com dinheiro público, que tem que ser tratado com rigor”, comentou o juiz.

Aluizio explica que o ‘pingado’ acaba sendo consumido pelos estagiários, juízes, advogados, servidores e pessoas que participam das audiências. “O quadro é bem grande. Com isso, não é só o consumo do café que cai, mas do copo descartável, mão de obra”.

No estacionamento, funciona uma luz sim, outra não. “Dando para enxergar razoavelmente é o que importa. Afinal, estacionamento não é lugar de leitura”.

O juiz explica que o racionamento segue a lógica de um país que vive uma crise econômica e lembra que quase todos os poderes estão fazendo esforços para economizar.

O ofício encaminhado lembra que a Portaria n. 1.056, de medida de nacionalização do gasto público no Poder Judiciário, tem por objetivo reduzir em 20% o valor de custeio. O pingado será servido somente de manhã e às 16h, limitado a um copinho por servidor. As lâmpadas dos corredores serão desligadas pela manhã. 

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