Romero culpa Agereg e Agetran por abusos de empresários do transporte público

Custos de manutenção não é desculpa para empresas tirarem ônibus das ruas

Os abusos cometidos pelos empresários que compõem o , grupo que congrega as quatro empresas – Viação Cidade Morena, Viação São Francisco, Jaguar Transporte Urbano e Viação Campo Grande – que operam o sistema de transporte coletivo urbano de passageiros de Campo Grande, se deve a falta de fiscalização da Prefeitura. A opinião é do vereador Eduardo Romero (Rede) e foi dada na manhã desta terça-feira (1º), na Câmara Municipal.

Para o legislador, falta ação da (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande) e da (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) para evitar que os abusos aconteçam.

“Eu te diria que a Prefeitura tem feito pouco caso na fiscalização do contrato do transporte coletivo. Importante lembrar que o contrato divide duas responsabilidades: uma responsabilidade da , e outra da … Eu te diria que o serviço público está sendo ineficiente, pois tem um contrato e ele não está sendo cumprido. O que precisa é que o consórcio cumpra o que foi determinado em contrato”, diz.

Para Romero, o fato de custos de manutenção terem aumentado, devido aos buracos que tomam conta de Campo Grande, e de o custo com os ônibus BRTs serem mais elevados, não é desculpa para que as empresas deixem de colocar os automóveis para circular.

“A empresa não pode alegar que por questão do gasto de combustível, ou manutenção por causa dos buracos, ela vai castigar o usuário tirando o ônibus de linha. Ela precisa exigir que a prefeitura cumpra sua parte e dê condições de tráfego. Ela não deixou de ter usuário, são 210 mil usuários por dia pagando a tarifa”, critica.

O vereador, que fez um estudo sobre o transporte coletivo da Capital, explica que o contrato divide a responsabilidade da prefeitura em duas partes, sendo uma da e outra da . Sendo que tudo que diz respeito às clausulas contratuais é de responsabilidade da , enquanto o que diz respeito a parte operacional é da .

“É a que tem que conferir se o contrato está sendo cumprido. Lá no contrato estipula quantos ônibus articulados tem que ser colocados, qual o período, a frota tem que ser atualizada, o benefício tem que ser executado. Temos um atraso de quase dois anos no georreferenciamento. Nos tivemos linhas que precisam estar contempladas e não foram. Essa questão é contratual. Quem fiscaliza é a . E a fiscaliza a parte operacional. Ela vai pra rua para ver se os ônibus estão fazendo o trajeto adequado. Se estão cumprindo os horários determinados. Esse serviço prático e com a ”, finaliza.  

Romero culpa Agereg e Agetran por abusos de empresários do transporte público
Mais notícias