Em nova rodada de conversa, União pede e índios prometem 90 dias de ‘paz’

Governo Federal promete, novamente, solução para conflito

Uma comissão de representantes do Governo Federal, mais especificamente do Ministério da Justiça, da Casa Civil da Presidência da República e da AGU (Advocacia-Geral da União), voltaram a Mato Grosso do Sul nesta semana para negociar com indígenas e produtores rurais uma solução para conflito por terras na região sul do Estado.

“Há espaço para a construção de uma solução”, afirmou Renato Vieira, assessor especial do Ministério da Casa Civil, que se reuniu com lideranças da etnia Guarani-Kaiowá na tarde ontem, quarta-feira (6), na governadoria.Em nova rodada de conversa, União pede e índios prometem 90 dias de ‘paz’

Vieira não deu mais detalhes sobre a proposta para pôr fim ao conflito, que resultou na morte de mais um índio no município de Caarapó, distante 280 km da Capital, no último mês de junho, mas destacou um ‘ambiente favorável’ para negociações.

“Fizemos acordo por 90 dias”, contou Catalino Ramires, um dos líderes indígenas presentes à reunião, sobre a resolução de suspender o que chamam de ‘retomadas’ de terras tradicionais.

Segundo a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), existem cerca de 110 propriedades rurais ocupadas por índios no Estado.

 “Estamos falando de propriedades que têm titularidade legal, muitas são da mesma família há gerações”, pontuou Eduardo Riedel, secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, que acompanhou as negociações e acredita na possibilidade real da União indenizar os fazendeiros com terras ocupadas. 

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