Após denúncia de contaminação, MPE pede vistoria de PMA e Imasul no Rio Formoso

Se comprovada, inquérito será aberto 

 

O promotor Matheus Macedo Cartapatti da 2ª Promotoria de Justiça de Bonito informou que vai pedir ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e a Polícia Militar Ambiental que façam vistorias no , em Bonito, após denúncia de uma ‘mancha’ verificada próximo ao Balneário Municipal. Moradores denunciaram lançamento de esgoto e lixo em redes sociais.

“Formalmente, ainda não trouxeram documentos, mas em razão da repercussão nós resolvemos apurar se é verdade ou não. Instauramos um procedimento e vamos encaminhar ofício ao Imasul e a Polícia Militar para que eles se dirijam ao local e pontuem se há irregularidade”, afirma o promotor.

Segundo Cartapatti, o procedimento para averiguação tem duração de duração de 30 dias, e dependendo do que for apurado, poderá ser aberto um inquérito.

Enquanto isso, o prefeito Leonel Lemos de Souza Brito (PT do B) informou a equipe de reportagem do Jornal Midiamax que a contaminação pode ter ocorrido, mas por intenso fluxo de turistas e período de chuvas. "Normalmente não existe essa contaminação, o que existe eventualmente, em função de alguns fatores, como excesso de chuva, é que pode ocorrer das pessoas colocarem lixo na rua, o lixo fica em cima do asfalto, corre para bocas de lobo, entra na galeria e vai rio abaixo”, afirma.

A assessoria do Imasul informou que o órgão esteve em Bonito na semana passada realizando uma ação conjunta de orientação quanto aos aspectos legais ambientais e de segurança de passeios turísticos de Bonito e municípios próximos. Eles não constataram, naquele momento, irregularidade, e ainda não receberam denúncia sobre a contaminação. 

 

Denúncia de ‘descaso’

Reprodução Pessoal

 

Moradores da cidade, que vivem do turismo, denunciaram por meio de fotos e mensagens em páginas do Facebook esgoto e lixo a céu aberto. Em um dos posts, o empresário Felipe Caran Vizcaino diz que o turismo foi esquecido e os rios assoreados. “O chorume, líquido tóxico produzido pelo lixo, está afetando nossos lençóis freáticos e por estar no morro mais lindo da cidade quando chove o lixo vai parar no nosso ”, cita na postagem.

No domingo (1º), o biólogo e empresário, Breno Teixeira, registrou em fotos a situação do lixão municipal. As imagens mostram a falta de um sistema de tratamento de efluentes líquidos. “Já virou uma piscina de chorume. Tem urubu, e outros animais que vivem lá, sem contar o cheiro forte no local. Tem que ter um estudo mais aprofundado porque tem uma grande produção de chorume, e como não tem solo impermeabilizado, o risco de contaminação é muito alto. Isso, se o lenço freático já não estiver contaminado”, afirma.

De acordo com Breno, o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as consequências ambientais e sociais negativas. Ele afirma que é um descaso e que a sociedade deve pedir providências. “Diferente do que vimos nos últimos anos, a população deve sim se manifestar como estão fazendo, o poder publico deve se empenhar em criar e continuar com campanhas de educação ambiental, parcerias de instituições privadas e públicas devem ser firmadas para que essa mudança ocorra, sem o empenho e a colaboração de todos ficaremos na mesma e correndo risco para nós e para as gerações futuras”, diz em postagem.

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