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Show com André Valadão reúne multidão na Marcha para Jesus de Campo Grande

Autoridades estimaram público em 30 mil fiéis

A alta temperatura até que tentou, mas não conseguiu estragar a festa armada pela organização da Marcha para Jesus, nesta quarta-feira (26). De acordo com a Guarda Civil Municipal, pelo menos 30 mil pessoas se espremeram durante a caminhada até os altos da Avenida Afonso Pena, onde os shows seguem até mais tarde.

A concentração aconteceu na Praça do Rádio e em poucas horas milhares de pessoas já ocupavam o espaço à procura de uma sombrinha para amenizar os 36 °C registrados durante a tarde. “Nós pensamos que o calor fosse atrapalhar, mas fomos surpreendidos pela presença em massa do público”, explica o organizador do evento, bispo Antônio Toneti.

Entre uma atração e outra, o prefeito Alcides Bernal apareceu no palco e foi ovacionado pelo público. Por lá, a reviravolta política foi tema frequente e pedido certo nas bençãos pedidas pelos bispos e pastores.

No palco, as bandas 4 Seres e Ropen se dividiram até o início da marcha puxada pelo cantor gospel, André Valadão, em um trio elétrico. Aos gritos, o público formado por jovens e adolescentes em sua maioria, acompanhou animado a passagem do trio.

A juventude

“Viemos em um ônibus lotado lá das Moreninhas. A comunidade compareceu em peso, principalmente os jovens”, conta Higor Augusto Graciano, 16 anos. Para ele, mais que as atrações musicais – André Valadão e Fernandinho como os destaques – o principal atrativo da Marcha é o ambiente. “É um local em que me sinto a vontade para falar do que acredito e trocar informações com outras pessoas”, disse.

Se para a turma de Higor o ambiente é o mais confortável possível, para Tereza Luiza, 63 anos, a coisa não é bem assim. Este ano, a senhora veio pela primeira vez à Marcha e ainda processa as informações adquiridas. “Eu estou gostando sim. É primeira vez que venho, não sei se é exatamente o que eu esperava. Mas como evangélica não poderia deixar de vir”, disse.

Expectativas à parte, o grande destaque da marcha fica por conta dos jovens. Por onde quer que se olhe, lá estão eles. Muito novos, os garotos e garotas saracoteiam por todos os lados. O clima para eles, é de festa e encontro de amigos, mais que qualquer coisa. “Tem quem venha pela marcha, tem que venha pelos amigos, mas o importante é o pessoal todo se encontra aqui’, afirma Adriano Henrique, 16 anos.

Para o bispo Toneti, a presença massiça de jovens é sinal da importância e do espaço que as igrejas conquistaram e seguem conquistando. “Hoje são os filhos que trazem os pais para a marcha. Com grupos de jovem e assuntos próprios, eles estão fortalecendo muito a fé e o amor”, comentou.

Em caravana ou sozinha, a ala jovem da festa marcou presença e mostrou que pouca coisa difere um evento gospel de um tradicional. Não fosse os gritos de “aleluia” ou os pedidos de mãos para ao alto por pedidos de benção, a marcha se passaria tranquilamente por um show de rock.

Ao tilintar dos primeiros acordes, os gritos e pulos podem ser vistos e ouvidos a distância. Não por isso, as selfies feitas a cada passo dado também dão indícios de que por ali “são eles que mandam”. “Tem muita gente que vem para paquerar, para conhecer pessoas. Isso é bem normal”, diz Alexandre Doramondes.

Por volta das 16 horas, com a praça já tomada de gente, a marcha finalmente começou. O trajeto durou cerca de uma hora e nos altos da Avenida Afonso Pena, os cerca de 30 mil fiéis vão assistir aos shows.

*Fotos de Luiz Alberto/Midiamax

 

 

 

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