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VÍDEO: deputado filmou operação que estourou cassino e deteve Gabigol e MC Gui

Deputado federal Alexandre Frota acompanhava força-tarefa contra aglomerações que descobriu ‘balada de milionário’ na Vila Olímpia

Humberto Marques Publicado em 14/03/2021, às 12h41

Gabigol (à esquerda, de gorro) foi levado para prestar esclarecimentos e liberado. (Foto: Reprodução)
Gabigol (à esquerda, de gorro) foi levado para prestar esclarecimentos e liberado. (Foto: Reprodução) - Gabigol (à esquerda, de gorro) foi levado para prestar esclarecimentos e liberado. (Foto: Reprodução)

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) acompanhou operação na madrugada deste domingo (14) que estourou um cassino clandestino na Vila Olímpia, em São Paulo, e deteve no local o atacante do Flamengo Gabriel Barbosa, o Gabigol, e o cantor MC Gui.

A ação, a princípio, fazia parte das blitze que a força-tarefa do Governo de São Paulo realiza para conter festas clandestinas e aglomerações durante a fase vermelha de combate ao novo coronavírus –a mais rígida em relação às medidas de combate a aglomerações.

“Balada de milionário”, qualificou Frota, apontando para mesas, bares e outras dependências do bem estruturado cassino batizado de Monte Carlo Eventos. “Tem gente que ainda dá risada, não está nem aí, faz de conta que está tendo um espetáculo. Devia ter vergonha na cara”, prosseguiu o deputado, em referência a parte das cerca de 200 pessoas flagradas no local.

“Para nossa surpresa, quando entramos aqui, encontramos uma casa de jogos de azar, pôquer, menores de idade, pessoas todas sem máscara, aglomeradas. Pessoas de poder aquisitivo muito alto. Uma série de pessoas aqui dentro, sem nenhum cuidado, bebendo, compartilhando copo e garrafa e, para nossa surpresa, encontramos o MC Gui e também o jogador Gabigol”, prosseguiu Frota.

‘Pergunta idiota’, diz Gabigol sobre presença em campo neste domingo

Alguns dos detidos foram levados para uma sala do cassino antes de serem conduzidos para a delegacia. No caminho para a viatura, Gabigol foi perguntado por alguém se estaria em campo neste domingo, para o clássico que o Flamengo fará contra o Fluminense às 17h (de MS). “Não, mano, pergunta idiota do c…”, respondeu o jogador, enquanto adentrava o veículo.

Deputado federal Alexandre Frota acompanhava força-tarafa contra aglomerações que descobriu ‘balada de milionário’ na Vila Olímpia
Cassino funcionava na Vila Olímpia. (Foto: Alexandre Frota/Reprodução)

Gabigol integra o grupo de titulares do Flamengo que recebeu folga depois do fim do Campeonato Brasileiro. Eles só devem se apresentar na próxima semana.

A batida ocorreu por volta das 2h30 e, a princípio, versava apenas sobre uma festa clandestina. “Estão ajudando a propagar o vírus”, declarou o deputado, que vem acompanhando as ações de combate ao novo coronavírus na capital paulista.

A força-tarefa contou também com a presença do vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que focou as críticas no combate à pandemia. “Não é possível as pessoas se aglomerarem aqui, mais de 50 pessoas sem máscara jogando momento em que a pandemia tem mais de 84% dos leitos de UTI ocupados. Situação difícil, não é razoável”, disse.

Gabigol e MC Gui, assim como outras pessoas no cassino, assinaram um termo de compromisso para prestarem depoimento futuramente e foram liberados. O delegado Eduardo Brotero, do Garra, explicou que os donos do espaço devem responder por crime contra a saúde pública, jogo de azar e contravenção.

Os crimes enumerados são considerados de baixo potencial ofensivo e, por isso, ninguém foi preso. Conforme o delegado, caso concordem em participar dos atos decorrentes da investigação, são liberados. Desde 1946, jogos de azar estão proibidos no Brasil –salvo um breve hiato entre os anos 1990 e 2000 que autorizou casas de bingo a abrirem–, mas um projeto no Congresso Nacional negocia a possibilidade de reabertura.

MC Gui, Gabigol e o Flamengo não haviam se manifestado sobre os fatos até a veiculação desta matéria. Confira abaixo vídeos divulgados por Frota no local:

Jornal Midiamax