Brasil

Novo ministro da Justiça troca comando da Polícia Federal

Paulo Maiurino será o novo comandante da corporação

Da Redação Publicado em 06/04/2021, às 17h39

Mudança foi anunciada nesta terça
Mudança foi anunciada nesta terça - Foto: Divulgação

O novo ministro da Justiça, Anderson Torres, anunciou nesta terça-feira (6) em rede social o delegado Paulo Maiurino como novo diretor-geral da Polícia Federal. As informações são do G1.

Maiurino substituirá Rolando de Souza, que estava no cargo desde maio do ano passado, e será o terceiro diretor-geral da PF desde o início do governo Jair Bolsonaro. O novo chefe da corporação será subordinado a Anderson Torres, novo ministro da Justiça escolhido por Bolsonaro.

"Agradeço ao Dr. Rolando Souza pelo período em que esteve à frente da Direção-Geral da @policiafederal. Iniciamos hoje o processo de transição do cargo para o Dr. Paulo Maiurino, a quem desejo felicidades nessa importante função no @JusticaGovBR", publicou o ministro.

Em seguida, também em rede social, Torres anunciou Silvinei Vasques como novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A troca no comando da Polícia Federal no ano passado gerou uma crise no governo, que resultou na demissão do então ministro da Justiça, Sérgio Moro, em abril.

Na ocasião, Moro deixou o cargo argumentando que Bolsonaro havia tentado interferir na PF ao demitir o então diretor-geral da corporação, Mauricio Valeixo, escolhido pelo ministro. Bolsonaro nega a acusação.

Após demitir Valeixo, Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que atuou como segurança do presidente e é amigo da família Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, barrou a nomeação de Ramagem para o cargo. Na ocasião, Moraes atendeu a um pedido do PDT e entendeu que houve desvio de finalidade na nomeação.

Bolsonaro, à época, disse que a decisão de Moraes havia sido "política" e nomeou Rolando de Souza como novo diretor-geral da PF.

As acusações de Moro resultaram na abertura de um inquérito no STF, autorizado pelo então ministro Celso de Mello, que atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Jornal Midiamax