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SP: Casal suspeito de matar atear fogo em trans tem prisão renovada em Itu

Um casal suspeito de matar e atear fogo ao corpo da trans Vick Santos, de 22 anos, continua sob custódia e teve a prisão renovada em Itú, no interior de São Paulo. Eles teriam passado a noite em um hotel de Sorocaba (SP), na esteira do crime. O pai de santo Douglas José Gonçalves confessou […]

Matheus Maderal Publicado em 14/08/2020, às 12h14

Casal foi preso pela morte de trans. (Reprodução/Facebook)
Casal foi preso pela morte de trans. (Reprodução/Facebook) - Casal foi preso pela morte de trans. (Reprodução/Facebook)

Um casal suspeito de matar e atear fogo ao corpo da trans Vick Santos, de 22 anos, continua sob custódia e teve a prisão renovada em Itú, no interior de São Paulo. Eles teriam passado a noite em um hotel de Sorocaba (SP), na esteira do crime.

O pai de santo Douglas José Gonçalves confessou o crime e a esposa dele, Natasha Oliveira, também permanece presa depois que a Justiça negou o habeas corpus pedido pela defesa. O homem  deu detalhes sobre o assassinato da vítima na reconstituição do crime.

De acordo com informações do portal G1, os dois ficaram no motel por cerca de 8 horas e consumiram bebida alcoólica, café e cigarro. O crime ocorreu de madrugada, em uma estrada de terra sem movimento de carros. A entrada do casal no motel foi registrada às 5h14 com saída 13h. Na mesma noite – no dia 28 de maio – o corpo da vítima foi encontrado na estrada, sem documentos, carbonizado e com marcas de enforcamento.

Douglas afirmou que a matou Vick no local durante uma briga e que, na ocasião, se deparou com a trans na porta da chácara do casal e trans teria o ameaçado ao cobrar dívidas. Ainda de acordo com o G1, Natasha mantinha uma pensão e é suspeita de gerenciar mulheres trans e travestis em um bairro nobre, onde Vick também foi moradora.

O pai de santo confessou que colocou o corpo da trans no carro e deixado na área rural de Itu. Em seguida, foi ateado fogo com a intenção de despistar a investigação. Seus advogados alegam legítima defesa. Sobre Natasha, o advogado Michel Borges Michelini sustenta que ela não participou do homicídio. O carro usado no crime foi apreendido e passou por perícia para identificar a existência de sangue. O caso corre sob sigilo.

Jornal Midiamax