Novo ciclone passa por Santa Catarina nesta terça

Na semana passada, ciclone bomba matou pelo menos 14 pessoas por lá

O Estado de se prepara para um novo ciclone extratropical previsto para esta terça-feira, 7. O evento ocorre apenas uma semana após a passagem do ciclone bomba que deixou um rastro de destruição e causou pelo menos 14 mortes nos Estados do Sul.

O novo ciclone deve ser menos intenso e não é classificado como ciclone bomba. De qualquer forma, o fenômeno vai passar por um Estado com estruturas e casas ainda bastante abaladas pelo evento da última semana. Segundo a meteorologista da Gilsânia Cruz, da Epagri/Ciram, os ventos nesta terça e quarta-feira devem ficar entre 60km/h e 80km/h, abaixo da média dos 100 km/h registrados anteriormente.

“Está todo mundo querendo saber se esse ciclone é tão intenso quanto o outro. Mas ele não é. A previsão é que seja bem menos intenso”, explicou em comunicado emitido pelo órgão.

O novo sistema deve provocar chuva especialmente nas regiões do oeste ao sul de , próximas à divisa com o . Na noite de terça e durante a quarta-feira, o ciclone favorece ventos mais intensos no litoral, com aumento na agitação do mar.

A meteorologista explica que ciclones extratropicais são sistemas frequentes na costa sul do Brasil, causando alagamentos e ressacas, especialmente nos meses entre abril e setembro. Em média, nessa época do ano, dois a três ciclones em cada mês se formam no litoral do e Sul do Brasil, influenciando.

A Defesa Civil de , que é responsável pela emissão dos alertas, informou que o fenômeno ainda está no estágio de observação, o primeiro dos três estágios de acompanhamento de fenômenos climático: observação, atenção e alerta.

Número de mortos subiu em SC

ainda contabiliza os estragos causados pelos ventos da semana passada. Em Siderópolis, no sul do Estado, os ventos chegaram a 168 km/h, batendo o recorde já registrado na estação.

O número de mortos também subiu em . Até sexta, o Estado contabilizava nove mortos, mas no fim de semana e nesta segunda, dois corpos que estavam desaparecidos foram localizados em Brusque e em Canelinha. Outras duas mortes que ocorreram em ações de reconstruções, em Garuva e Piçarras, também foram contabilizadas como causadas pelo evento. Em , foram 13 mortes no total. Uma pessoa morreu na Serra Gaúcha, no .

Pelo menos 204, dos 295 municípios catarinenses, relataram danos e 9 mil pessoas chegaram a ficar desabrigadas. Os prejuízos financeiros já somam R$ 277 milhões, segundo relatório mais recente da Defesa Civil.

No sábado, o presidente (sem partido) sobrevoou áreas atingidas e prometeu a liberação de recursos mediante a apresentação de um levantamento dos estragos.

O vendaval também causou o maior acidente na rede elétrica de e afetou mais da metade das mais de 3 milhões unidades consumidoras. No domingo, moradores realizaram protestos em diferentes regiões da capital cobrando restabelecimento dos serviços. Nesta segunda, cerca de 7 mil unidades ainda seguem sem energia.

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