Maia diz que ministro Heleno virou um ‘radical ideológico contra a democracia’

Declaração foi dada nesta quarta-feira

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu na manhã desta quarta-feira à sugestão do ministro Augusto Heleno ao presidente Jair Bolsonaro para enfrentar a ‘chantagem’ do Congresso em relação aos vetos da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que ainda precisam ser analisadas pelo Congresso. Ao chegar à Câmara, Maia afirmou que a postura do ministro é “triste” e que ele se comporta como um adolescente ao agredir o Parlamento.

“Geralmente, na vida, quando a gente vai ficando mais velho, a gente vai ganhando equilíbrio, experiência e paciência. O ministro, pelo jeito, está ficando mais velho e está falando como um jovem, um estudante no auge da sua juventude. É uma pena que o ministro com tantos títulos tenha se transformado num radical ideológico contra a democracia, contra o Parlamento. Muito triste. Não vi por parte dele nenhum tipo de ataque quando a gente estava votando o aumento do salário dele como militar da reserva”, afirmou o presidente da Câmara.

Durante a reunião ministerial com Bolsonaro na terça, Heleno chegou a bater na mesa afirmando que Bolsonaro precisava “convocar o povo às ruas” e não ceder “às chantagens” do Congresso. Bolsonaro, porém, pediu cautela e aconselhou a articulação política a costurar novo acordo.

Maia também afirmou que a postura do ministro ultimamente em relação ao Parlamento seria melhor aproveitada em um “gabinete de rede social, tuitando, agredindo, como muitos têm feito”.

“Não é a primeira vez que ele ataca, mas dessa vez veio a público. É uma pena. Todos nós sabemos da competência dele na carreira militar. É uma pena que ele considere a relação com um Parlamento que tanto tem produzido para o Brasil, muitas vezes em conjunto com o governo, principalmente com a equipe econômica, como um Parlamento que quer chantagear. Muito pelo contrário. Esse Parlamento se quisesse apenas deixar as pautas correrem soltas, o governo não ganhava nada aqui dentro. Tudo é feito por responsabilidade com o Brasil”, concluiu Maia.

(Com agências)

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