Maia defende diálogo para autorizar vacina do Instituto Butantan

O presidente da Câmara dos Deputados, (DEM-RJ), defendeu o diálogo para garantir a autorização da vacina Coronavac do Instituto Butantan, após a aprovação pela Agência de Vigilância Sanitária (). “O Butantan não é um instituto qualquer. Não foi criado ontem, tem uma história de respeito, de admiração de todos os brasileiros”, lembrou, publicou a Agência Câmara.

“Tenho certeza de que com os testes da vacina do Butatan, quando estiver aprovada pela , o governo possa autorizar não somente esta, mas todas as vacinas que forem aprovadas”, afirmou, destacando que tem tido um bom diálogo com presidente da República, .

As declarações foram dadas nesta sexta-feira em coletiva de imprensa com o governador de São Paulo, João Dória, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Nesta semana, o presidente questionou a qualidade da Coronavac e afirmou que o governo federal não comprará vacinas da . O presidente da Câmara, no entanto, espera que o governo federal “dê um passo atrás para atender à população brasileira”.

“Tenho certeza de que o presidente vai ouvir nossos apelos e a gente não vai precisar de outro caminho. A gente pode amadurecer, refletir e mudar de posição. Sendo a principal vítima no ano passado das redes bolsonaristas, sempre acreditei que chegaríamos a este ponto em que o diálogo prevaleça em relação ao radicalismo e às agressões nas redes sociais.”

declarou que não vê problemas nas relações do Brasil com a , que tem acordo de cooperação com o Instituto Butantan para desenvolver e fabricar a vacina. “O Brasil não tem que ter nenhum problema com a , muito menos com o Instituto Butantan. A é um parceiro fundamental do nosso País. O importante é que a gente aproveite nas relações com os outros países aquilo o que melhor interessa a nosso País”, afirmou Maia.

O presidente da Câmara também não vê problemas no Congresso com a relação com a . “A parceria com a é muito importante, começando com o agronegócio, que tem uma bancada enorme no Congresso.” Maia lembrou que o Brasil tem superávit estrutural de 29 bilhões de dólares com a .

Direito à vacina

insistiu que os brasileiros precisam ter direito à vacina do Instituto Butantan ou qualquer outra vacina aprovada pela . “O Estado brasileiro tem que garantir vacina a todos os brasileiros. Não cabe a mim discutir se tem de ser obrigatória ou não”, ponderou.

Segundo ele, a vacinação é fundamental para a volta à normalidade. “Devemos garantir proteção principalmente ao , àqueles que estão acima do peso, como eu, para os mais velhos”, apontou.

Maia voltou a afirmar que o coronavírus “não é um vírus qualquer” e lembrou da gravidade dos sintomas quando contraiu a doença. “Perdi dez quilos em sete dias”, revelou.”Eu sei o que eu sofri e o que muita gente sofreu.”

A mais segura

Dimas Covas afirmou que o Instituto Butantan atingiu nesta semana 15 mil vacinações da fase de testes com voluntários, etapa essencial para encaminhar o pedido de aprovação pela . “A vacina do Butantan é a mais segura em testes neste momento”, defendeu Covas. O instituto deve produzir 40 milhões de doses com matéria-prima vinda da .

A autorizou no fim da tarde desta sexta-feira (23) a importação excepcional, pelo Instituto Butantan, de 6 milhões de doses da Coronavac. O aval, porém, não indica que as doses poderão ser aplicadas. Isso ainda dependerá do resultado dos testes clínicos e do registro da vacina no País. (Informações da Agência Câmara)

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