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Governador do Rio quer criar secretária para que Sérgio Moro atue no estado

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse, em entrevista concedida ao Uol, que pretende criar uma secretaria para que o ex-ministro Sérgio Moro atue na justiça do Estado. Witzel quer que o novo desafeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faça “integração entre o Ministério Público, as polícias Civil e Militar, e […]

Matheus Maderal Publicado em 25/04/2020, às 15h38

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (Agência Brasil)
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (Agência Brasil) - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (Agência Brasil)

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse, em entrevista concedida ao Uol, que pretende criar uma secretaria para que o ex-ministro Sérgio Moro atue na justiça do Estado. Witzel quer que o novo desafeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faça “integração entre o Ministério Público, as polícias Civil e Militar, e o Judiciário”.

Ex-líder da Operação Lava Jato, Moro anunciou ontem (24) sua demissão do Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de interferência política na Polícia Federal. O ex-ministro se desligou do governo após Bolsonaro exonerar o diretor-geral da PF, Maurício Leite Valeixo, a contragosto de Moro.

O presidente respondeu que cabe a ele indicar os cargos na polícia e admitiu que quis informações sobre investigações da PF. Bolsonaro ainda disse que Moro queria uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) antes que Valeixo fosse demitido.

Enquanto Bolsonaro se reúne com aliados em Brasília, o governador do Rio não viu problema em criar a nova “Secretaria Estadual de Justiça” para se aproximar de Moro, mesmo com dificuldade financeira pela qual os cofres do Rio passam. “Ele faria a integração entre os órgãos estaduais e federais, que hoje cabe a mim, e teria o seu espaço político para seguir atuando”, justificou.

Sobre as acusações de Moro, Witzel se opôs a um eventual impeachment, mas ponderou que “se Bolsonaro continuar negando a pandemia do coronavírus e interferindo no trabalho dos governadores”, pode mudar de opinião.

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