Empresas eram usadas para lavagem e ocultação de desvio de R$ 87 milhões do Postalis

Após investigações revelarem uma ‘ampla rede de vínculos’ mantida pelo empresário Mílton Lyra para a pratica de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e tráfico de influência, a força-tarefa Postalis – que investiga fraudes no fundo de pensão dos funcionários dos – abriu, na última quinta, 15, uma ofensiva que fez 30 buscas em São Paulo, Brasília, e Maceió contra empresas utilizadas pelo lobista para lavagem de dinheiro e ocultação de provas

Batizada de ‘Combustão’, a operação apreendeu laptops, celulares, cartões de memória, documentos e até obras de arte com o objetivo de reunir provas sobre o suposto desvio de mais de R$ 87 milhões do Postalis. Entre os alvos das buscas estão as empresas Fênix Consultoria e a Meu Storage Locação de Imóveis.

As informações foram divulgadas pela Procuradoria da República no Distrito Federal.

Segundo o Ministério Público Federal, a operação tem como base informações que revelaram a prática reiterada de abertura e encerramento de empresas ligadas a Mílton. Alvo de outras investigações da Procuradoria, Lyra é apontado como líder de organização criminosa e como suposto operador do . A força-tarefa chegou inclusive a pedir sua prisão na Combustão, mas a Justiça negou.

“O objetivo era ocultar e dissimular a natureza, localização e movimentação de valores ilegais recebidos pelos envolvidos. Os recursos eram movimentados de sua origem ilícita, remetidos para o exterior – utilizando para isso a Fênix, que possui off shore na Flórida – e posteriormente enviados aos beneficiários finais”, diz a força-tarefa da Postalis.

Segundo a Procuradoria, as investigações revelaram que Mílton Lyra construiu, ao longo dos anos, ‘ampla rede de vínculos, diretos e indiretos, com pessoas jurídicas, funcionários, sócios e outros parceiros, a fim de obter vantagens por meio de crimes como aqueles contra o Sistema Financeiro Nacional e tráfico de influência’. Os procuradores também apontam que a organização criminosa atua influenciando em decisões de agentes públicos.

A Procuradoria descobriu que o empresário, apesar de ser alvo de medidas restritivas que foram impostas em outros processos, ‘criou novos meios para a continuidade dos crimes, a partir do mecanismo de uso de várias pessoas jurídicas, ligadas a diferentes pessoas físicas’, além de ter passado a utilizar supostamente um storage para guardar documentos que desejava ocultar das autoridades policiais.

De acordo com os investigadores, a conduta foi adotada na época da deflagração da Operação Rizoma, em 2018.

Em nota, o MPF explicou que o nome da operação, Combustão, faz referência à Fênix Consultoria e ao fato de Mílton ‘ter se reinventado para continuar praticando ilícitos, mesmo após o avanço de investigações contra ele’.

COM A PALAVRA, MÍLTON LYRA

Desde 2013 tenho sido vítima de uma implacável perseguição por parte do Ministério Público Federal, que sem ter o que apontar de concreto contra mim, repete os mesmos argumentos, apresenta os mesmos fatos e tenta, com isso, levar o Judiciário e a opinião pública a comprar uma narrativa completamente fantasiosa

Esta operação deflagrada na quinta-feira (15/10) é mais um exemplo disso. Já fui vítima de diversos pedidos de busca e apreensão, condução coercitiva, detenção, e, até agora, só o que o MPF apresenta são teses sem lastro na realidade, acusações sem provas e com ações meramente midiáticas.

Tenho estado desde sempre à disposição da Justiça e do Ministério Público Federal, inclusive com diversas petições de minha autoria colocando-me à disposição. A despeito disso, nunca fui chamado a prestar esclarecimentos.

Alguns integrantes do Ministério Público Federal perderam a compostura e não fazem questão de esconder. Não é por acaso que sonegam à sociedade qualquer estatística sobre seu trabalho. Esses procuradores não buscam a condenação de quem comete crimes Buscam notícias. No meu caso pessoal, os fatos falam por si.

A nova investida contra mim só serve para camuflar as inúmeras ilegalidades com que o MPF conduz essas investigações.

Empresas eram usadas para lavagem e ocultação de desvio de R$ 87 milhões do Postalis
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