Elias Maluco: PF encontra cartas em cela e delegado diz que caso indica “suicídio clássico”

Nas cartas ele pediu perdão à família e disse que “era um ato de coragem e não de covardia”

Após ser encontrado morto na Penitenciária Federal de Catanduvas, na tarde desta terça-feira (22), investigações preliminares da PF (Polícia Federal) apontam que pode ter se suicidado. O caso foi denominado como “suicídio clássico” pelo delegado responsável, Daniel Martinelli. Cartas foram encontradas na cela de Elias, que estava organizada. Considerado um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro, ele foi preso em 2002 pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.

Os policiais fizeram oitivas com os agentes que encontraram morto, e também obtiveram as imagens das câmeras de segurança do corredor. “Nas cartas, ele não relatou o motivo do ato, mas diz, basicamente, que não tinha mais vontade de viver e pediu perdão à família, dizendo que não era um ato de covardia, mas, sim, de coragem, que ele se sentia pronto para aquilo. Ele não relatou nada sobre ameaça ou motivação. Eu não posso afirmar, obviamente vai ter um laudo pericial para isso, mas pelos indícios, tudo indica para um suicídio clássico”, afirmou Martinelli.

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Ainda segundo o delegado, a cela estava organizada, com a cama usada por Elias arrumada. As celas da Penitenciária de Catanduvas são individuais e Martinelli disse que outros presos não tinham acesso a qual Elias ficava.

“Ele havia recebido a refeição na hora do almoço e ingerido ela normalmente. Estava tudo organizado, os livros, as cartas, e havia uma toalha pendurada no local do banho”, descreveu o delegado.

Martinelli ainda afirmou que Elias tinha saído para o banho de sol normalmente no dia anterior, e as câmeras de monitoramento não captam imagens do interior das celas. O corpo de foi levado a Cascavel, para onde familiares enviarão um representante judicial para fazer a liberação.

O laudo pericial inicial aponta enforcamento como causa da morte. Entretanto, o definitivo tem 30 dias para ficar pronto. A PF monitora a repercussão da morte do traficante, conhecido por integrar o Comando Vermelho, em outros presídios do país e também fora deles, até a conclusão das investigações.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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