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Desempregada tem auxílio bloqueado no ES e ‘descobre’ que é ‘presidente da República’

Uma capixaba, que está sem trabalho desde que foi exonerada do cargo de auxiliar de secretaria escolar da prefeitura de Vila Velha, teve bloqueado o auxílio emergencial fornecido pelo governo e “descobriu”, ao consultar a sua carteira de trabalho digital, que tem dois empregos em aberto, sendo um com o cargo de “presidente da República”, […]

Da Redação Publicado em 08/05/2020, às 09h42

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Uma capixaba, que está sem trabalho desde que foi exonerada do cargo de auxiliar de secretaria escolar da prefeitura de Vila Velha, teve bloqueado o auxílio emergencial fornecido pelo governo e “descobriu”, ao consultar a sua carteira de trabalho digital, que tem dois empregos em aberto, sendo um com o cargo de “presidente da República”, pela Secretaria de Estado de Educação do Espírito Santo. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, Adeyula Dias Barbosa Rodrigues, de 31 anos, tem dois filhos, de 7 e 11 anos. Assim, ela deveria estar habilitada a receber o auxílio. Contudo, ao fazer a solicitação, aparecia no aplicativo que ela era trabalhadora formal e, portanto, não tinha direito. Além disso, o contrato de Adeyula também aparece em aberto na sua carteira de trabalho digital, embora a própria prefeitura de Vila Velha reconheça que, em 2019, ela foi desligada por término de contrato.

Ao ser questionada pela reportagem sobre o que faria se, de fato chegasse ao cargo máximo do Executivo, Adeyula disse que “iria regularizar as informações e fazer uma análise decente, para que o dinheiro chegasse a quem necessita”.

“Sou a favor do isolamento social, única forma de protegermos as nossas vidas. O auxílio emergencial é fundamental para nos mantermos neste momento. Mas quem deveria receber não está recebendo”, lamentou.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do Espírito Santo disse ao jornal O Globo que seu cadastro lista a servidora como “cuidadora”. Segundo o órgão, a opção “presidente da República” sequer consta no sistema.

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