Bolsonaro passeia por Goiânia e volta a causar aglomerações

Como anunciado durante a reunião ministerial, o presidente convidou ministros para participar do passeio que gera aglomerações

Neste sábado (30), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passeou por Abadiânia (GO), pouco mais de 100 km distante de Brasília, causando aglomerações. No passeio, o presidente aparece acompanhado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e do líder do governo na Câmara dos Deputados, Vitor Hugo (PSL-GO).

O passeio com ministros já havia sido anunciado pelo presidente na reunião ministerial, realizada em 22 de abril. “Eu vou convidar os ministros pra domingo ir passar na Ceilândia e Taguatinga [cidades satélites de Brasília]. É convite, não é missão não. Convite. Pra ver como é que tá o cara na esquina”, disse Bolsonaro.

Na foto divulgada pela assessoria de imprensa da Presidência é possível notar aglomeração de pessoas ao redor do presidente, que até tirou a máscara para se alimentar enquanto segurava uma criança. O ato de causar aglomeração é contra indicado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mas Bolsonaro não considera o exemplo como negativo.

Entre algumas frases com linguajar impróprio para ocasião, ditas na reunião ministerial, o presidente citou algumas das críticas que recebe. “‘A, o cara rompeu o isolamento. Tá dando um péssimo exemplo’. Péssimo exemplo é o c****e, pô! Pior é tá passando fome! Tá na merda, p***a!”.

Segundo país mais afetado

De acordo com dados da universidade norte-americana Johns Hopkins, o Brasil é o segundo país mais afetado pelo coronavírus no mundo todo. São 468.338 casos confirmados da doença em todo território brasileiro. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos, que possui 1.784.793 casos registrados.

Na última sexta-feira (29), o país também confirmou 1.124 mortes causadas pelo coronavírus em 24h. O total de vítimas fatais chega a 27.878 no Brasil, que passou a ser o 5º país com maior número de mortes por coronavírus.

 

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