Bolsonaro deve recrutar 7 mil militares da reserva para reduzir filas no INSS

Com adicional de 30% nos salários, militares devem ajudar a desafogar quase 2 milhões de pedidos de aposentadoria represados no INSS

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, anunciou nesta terça-feira (14) que . A ideia é que o pacote seja implementado até abril e, com isso, a fila de quase 2 milhões de pedidos represados seja resolvida até setembro.

O presidente da República Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (14) que o governo quer recrutar militares da reserva para integrar a força-tarefa que atuará na redução da fila de espera por benefícios do INSS, como antecipou na segunda-feira (13) o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A proposta é que cerca de 7 mil militares da reserva assumam funções de atendimento nas agências do INSS, liberando servidores hoje nessas áreas para trabalhar na análise dos pedidos dos segurados – a estimativa é de que quase 2 milhões de pedidos estejam represados. Segundo o governo, a situação dos benefícios seria assim resolvida até setembro de 2020.

A convocação de militares da reserva é prevista em lei. Com o chamamento, há pagamento de adicional de 30% sobre o salário dos militares. Atualmente, 1,3 milhão de pedidos por benefício estão sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para uma resposta do órgão. A fila de espera vem caindo desde agosto do ano passado, mas em um ritmo ainda lento, o que deflagrou a elaboração de uma nova estratégia no governo para atacar o problema.

Reformas

O presidente repetiu nesta terça-feira que a ideia é aprovar reformas “sem muito atrito”. Ele disse que conversará com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre este assunto à tarde.

“A minha ideia, como já disse a vocês, é fazer da melhor maneira possível, que ela (a reforma) possa ser aprovada sem muito atrito. Essa que é a ideia”, disse o presidente em frente ao Alvorada, sem deixar claro se tratava da reforma administrativa ou tributária. Ele havia sido perguntado sobre ambas.

“A economia está recuperando, mas se nós pararmos a reforma, a gente pode perder o que ganhou até agora. O Senado, o Congresso, no meu entender, está bastante consciente disso, acredito que não tenhamos grandes dificuldades se apresentarmos uma boa proposta”, comentou.

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