Após taxa zero, Brasil deverá importar arroz dos EUA e Tailândia, afirma Tereza Cristina

Medida da taxa zero foi tomada para tentar conter o avanço nos preços do arroz

A ministra da Agricultura, , revelou que a taxa zero para importação de arroz de países de fora do Mercosul deverá beneficiar principalmente os Estados Unidos e Tailândia, que deverão exportar o alimento aos brasileiros.

A medida de retirar a taxação para importação de arroz de países de fora do Mercosul foi tomada nesta pelo governo brasileiro para tentar diminuir os preços recordes que o arroz está apresentando nas últimas semanas, segundo publicado no portal G1.

A isenção da tarifa de 10% para arroz em casca e 12% para beneficiado, vale para uma cota de 400 mil toneladas até o final de 2020. Este volume representa cerca de 35% das importações brasileiras totais projetadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para o ano.

“Agora, é claro que o arroz demora um pouco para entrar. Ele vem basicamente dos Estados Unidos e Tailândia, que são os países que podem exportar porque é o mesmo tipo de arroz. Nós temos outros países produtores, mas é de outro tipo”, disse a , durante uma entrevista à Rádio Gaúcha.

As importações de arroz pelo Brasil de janeiro a agosto somaram 373,3 mil toneladas, número que representa uma queda de 26% ante o mesmo período do ano passado, segundo dados do governo federal. Um dos motivos seria o dólar forte frente ao real que acaba dificultando as compras externas.

Outro fator que também colaborou para alta no preço do produto foi a baixa nas aquisições no exterior, assim como a alta nas exportações. lembrou que o Brasil sempre importou arroz do Paraguai e do Uruguai e por conta do Mercosul, os negócios não possuíam tarifas. A ministra enfatizou que essas importações também costumam incomodar o setor produtivo, assim como a cota.

“Esse foi o primeiro ano que o produtor rural de arroz teve seus custos cobertos e uma margem de lucro. Trabalharam no vermelho muitos anos… Então foi muito difícil a tomada dessa decisão. A gente vem acompanhando isso há meses do arroz… mas a gente tem que olhar também o consumidor, a prateleira que não pode ficar vazia”, disse Tereza, em publicação no portal G1.

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