Reitor da UFMS assume presidência do Crie-MS

Nesta segunda-feira, 18, foi realizada a cerimônia de posse da nova diretoria do Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (Crie-MS) para o biênio 2019-2020. O evento ocorreu na Sala de Atos da Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). “O Crie-MS é um espaço permanente de debates, no qual pautamos decisões importantes e criamos um pensamento coletivo sobre o ensino superior em nosso Estado”, destacou o reitor da UFMS, Marcelo Turine, que presidirá o Conselho durante o biênio 2019-2020. Como vice-presidente, foi empossado o reitor da Universidade Anhanguera Uniderp, Taner Bitencourt.

O Crie-MS foi implantado em agosto de 2017, com o objetivo de fortalecer o ensino superior em Mato Grosso do Sul. Também compõem o Conselho os reitores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Fabio Edir, da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), padre Ricardo Carlos, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Liane Maria Calarge, e do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) Luiz Simão Staszczak.

“Mais do que uma simples parceria, unimos esforços para fazer com que o ensino superior contribua para o desenvolvimento do Estado”, comentou o reitor da UEMS, Fabio Edir, que presidiu o Crie-MS entre 2017-2018. Em sua primeira gestão o Conselho promoveu ações importantes, como o I Seminário da Rede Universitária da Rota de Integração Latino-Americana (UniRILA), em Campo Grande, na sede da UEMS e da UCDB, que discutiu os desafios sociais, turísticos, econômicos e das potencialidades acadêmicas relativas ao projeto, bem como a criação do Dia Estadual da Educação e a entrega da Medalha Darcy Ribeiro e da Comenda Pedro Pedrossian, instituídas com o objetivo de reconhecer as contribuições de professores, pesquisadores e outros profissionais do meio acadêmico à educação superior sul-mato-grossense.

Presente na cerimônia de posse, o secretário de Relações Institucionais e Assuntos Estratégicos de MS, Pedro Chaves dos Santos Filho, colocou-se à disposição do Conselho para auxiliar na conquista de recursos e viabilização de projetos. “A solução dos problemas do Brasil passa pela educação e as universidades têm papel fundamental nisso”, ressaltou. Representando o governado do Estado, a secretária de Educação, Maria Cecília Amêndola da Mota, ressaltou o papel das instituições de ensino superior na formação de professores para a educação infantil, ensino fundamental e médio.

Números – O reitor da UFMS apresentou números que refletem alguns desafios para o ensino superior. Por exemplo, Mato Grosso do Sul, atualmente, tem a menor quantidade de instituições do Centro-Oeste, sendo responsável por apenas 1,6% do número de matrículas de todo o Brasil. Dos mais de 2,8 mil doutores de MS, 97% pertencem aos quadros das instituições que compõem o Crie-MS, bem como 100% dos cursos de Mestrado e Doutorado, são oferecidos pelas seis instituições.

Para Marcelo Turine, além do caráter inédito no país, o Crie-MS é uma ferramenta estratégica que atua na articulação e conjugação de esforços para trazer investimentos em educação, ciência, tecnologia e inovação. De acordo com o reitor da UFMS, juntas, as instituições mobilizam 100 mil pessoas, entre professores, técnicos e estudantes e é um “modelo nacional de referência, um grupo em que a cooperação e o respeito entre as instituições contribuem para a formação dos jovens, para o fortalecimento dos nossos mestrados e doutorados”.

Projetos – Entre os projetos da nova gestão do Crie-MS para 2019-2020 estão: incrementar a colaboração e cooperação institucional entre as instituições de ensino superior; articular a política institucional das instituições e do Conselho em nível nacional e junto ao governo do Estado, elevando os investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação em MS; implantar a mobilidade acadêmica de estudantes de graduação; realizar o maior evento de Ciência da América Latina – SBPC 2019; relançar o Festival da Canção Universitária; fomentar o desenvolvimento de projetos de Turismo e Cultura para a Rota Bioceânica; criar o programa de estágio de estudantes do Crie para atuarem em atividades e gestão no Governo; incentivar a realização das feiras de ciências; desenvolver projetos no âmbito de Ciência na Escola por meio de parceria com as secretarias de Educação visando a fortalecer a educação básica e a formação de professores; e fomentar uma rede de pesquisa e inovação na área de Bioeconomia.

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