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Promoção de filho de Mourão gera revolta entre funcionários do Banco do Brasil

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A promoção de Antônio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, parece ter desagradado funcionários do Banco do Brasil. A novidade despertou uma série de críticas internas, que, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, começaram a aparecer na rede de notícias dos empregados do banco. “Estou estarrecido com a informação”, teria dito um empregado; “existe uma diferença entre código de ética e código de conduta moral”, declarou outro.

“Colegas, o presidente Rubem, no momento, está reunido com o Conselho Diretor do BB, mas, sabendo da repercussão da nomeação em sua equipe de assessores, afirmou que ‘Mourão é de minha absoluta confiança, e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco’”, declarou a diretoria de marketing do Banco do Brasil em sua rede.

Mais nomeações

O presidente do banco deve fazer mais uma nomeação polêmica. De acordo com o jornal O Globo, o próximo nome será o de Alberto Alves, ex-ministro do Turismo e ex-diretor de relações institucionais da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores, a Anfavea. Alves, que deve ser assessor de Rubem Novaes, teve seu nome citado na Operação Zelotes.

Mourão: ‘Foi mérito’

Na noite da última terça-feira, 08, depois de questionamentos a respeito da promoção do filho, o vice-presidente afirmou que ele “possui mérito e foi duramente perseguido anteriormente por ser meu filho”.

Não é nepotismo

Apesar de polêmica, a nomeação não configura nepotismo. Isso só aconteceria se o promovido tivesse sido nomeado para o cargo por um parente. Especialistas explicam ainda que o Banco do Brasil e a União não são a mesma pessoa jurídica, o que significa que não existe nenhum tipo de proibição para a atitude.

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