Presidente da Funai recebe mais de 200 indígenas em Brasília em menos de 20 dias

Assessoria

Em apenas 20 dias como presidente da Funai, Marcelo Xavier já recebeu na sede do órgão, em Brasília, mais de 200 indígenas de várias etnias do país. Entre as principais demandas, as lideranças reivindicaram qualidade do atendimento de saúde, educação e transporte das aldeias para as cidades; fortalecimento das Coordenações Regionais (CR) e Técnicas Locais (CTL) da Funai; aumento da fiscalização em Terras Indígenas; e apoio aos projetos de turismo, artesanato e atividades agrícolas, piscicultura e pecuária, que tenham por objetivo gerar renda para as comunidades.

Empossado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, em 24 de julho, Xavier afirmou, em seu primeiro dia de trabalho, que em sua gestão os indígenas serão ouvidos diretamente por ele, sem intermediários. “A Funai é um órgão criado para atender aos indígenas. Nosso foco será melhorar suas condições de vida e dar autonomia aos povos para decidirem”, ressaltou o presidente ao assumir o cargo.

Xavier avalia suas primeiras semanas à frente da Funai como muito positivas. “Recebemos pessoalmente lideranças indígenas de várias regiões do Brasil e tivemos a oportunidade de ouvir suas principais reivindicações. Pude perceber que o que eles mais precisam é de dignidade. Eles querem trabalhar, gerar renda para suas comunidades e poder viver bem do suor de suas terras. Vamos garantir que esses povos sejam ouvidos”, afirmou.

Ouvidoria itinerante

Assim que tomou posse, Marcelo Xavier apresentou o projeto “Ouvidoria Itinerante”, que pretende implementar no primeiro semestre de sua gestão. De acordo com o presidente, a medida viabilizará um canal de comunicação direto com as comunidades, visando atender às principais necessidades dos indígenas por meio dos servidores que trabalham nas 39 Coordenações Regionais e nas 225 Coordenações Técnicas Locais da Funai. “A Ouvidoria Itinerante dará aos povos indígenas a oportunidade de terem seus problemas de saúde, alimentação, moradia, dentre outros, ouvidos e solucionados com mais agilidade”, informou. Marcelo também quer buscar a proximidade com as comunidades e ouvi-las in loco. “É muito importante conhecer de perto as suas necessidades”, finalizou.

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