Em áudio interceptado, membro do PCC fala de ‘ligação cabulosa’ com PT

Uma liderança da facção teria tido as ligações interceptadas

Telefonemas interceptados pela Polícia Federal teriam reveladas conversas de uma liderança da facção criminosa PCC (Primeiro Comando as Capital) onde aponta diálogos com o PT (Partido dos Trabalhadores).

Os telefonemas interceptados foram obtidos pelo jornalista Fausto Macedo, do Estadão. Em uma das conversas da suposta liderança da facção se discute o diálogo que haveria com o PT durante seu governo, “O PT tinha um diálogo com nóis cabuloso”. Ainda durante a conversa o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, é criticado.

As conversas foram captadas pela Operação Cravada, que mira o núcleo financeiro da organização. Foi descoberto que Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como Elias ou Veio, um dos integrantes da facção e alvo da operação tinha a função de controlar as contas bancárias, utilizadas pela organização para movimentar o dinheiro do tráfico de drogas, segundo o site Yahoo.

No dia 22 de abril, Alexsandro diz  André Luiz de Oliveira, conhecido como Salim, que o governo de Bolsonaro estariam mexendo com eles, “Os caras tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já começou o mandato mexendo com nois irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão. O… o… quem tá na linha de frente. Então, se os cara começou mexendo com quem estava na linha de frente, os caras já entrou falando o quê?”.

Alexsandro continua a conversa criticando o ministro da Justiça e falando sobre a possível relação que a facção teria com o partido dos trabalhadores, “Ele começou a atrasar quando foi pra cima do PT. Pra você ver, o PT com nois tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nois cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra nois ficar conversado a caminhada aqui pelo telefone, mano. Mas o PT, ele tinha uma linha de diálogo com nois cabulosa, mano….”.

A Polícia Federal diz no relatório de interceptações telefônicas que apurar os vínculos da organização criminosa com partidos políticos não está dentro dos objetivos da operação, mas que as descobertas levaram ao encerramento da fase sigilosa da investigação.

Em resposta às acusações, o PT afirma ao Estado que “esta é mais uma armação como tantas outras forjadas contra o PT, e vem no momento em que a Polícia Federal está subordinada a um ministro acuado pela revelação de suas condutas criminosas.”

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