Funcionários dos Correios fazem apelo na ALEMS pela não privatização

Assessoria

A  Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) recebeu na manhã desta terça-feira (17) a presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS), Elaine Regina de Souza Oliveira, que fez um apelo aos deputados estaduais pela luta da não privatização dos Correios.

Elaine explicou que não há motivos para privatizar uma empresa que declara lucro líquido de R$ 161 milhões ao final de 2018. “Os Correios tem 356 anos, não tem déficit e ainda antecipa dividendos de R$ 7,5 bilhões para a União, sendo que o Governo Federal alega que deve privatizar porque só dá prejuízo. Temos que defender população e esclarecer que isso não é verdade. Quero apoio de vocês para pedir intermédio também da bancada federal”, afirmou a presidente.

Elaine defendeu que a empresa não dá prejuízo ao país

A sindicalista citou que a Empresa de Correios e Telégrafos está presente em todos os municípios do Brasil, o que atualmente beneficia a população. “Cumprimos a função social de entrega de presentes do projeto Papai Noel, fazemos a logística das provas do Enem com sigilo e segurança, o que dá credibilidade e há lugares em que somente os Correios estão presentes para emitir documentos como o RG e o Título”, argumentou.

Os trabalhadores ainda alegam que a privatização vai contra a maioria dos Correios no mundo, visto que apenas oito países de extensão menor que a de Mato Grosso mantêm os serviços 100% privatizados. “Hoje o único monopólio é do serviço das cartas. A entrega por encomenda não é, mas ainda assim somos líder, porque há cidades em que a transportadora não vai. Se hoje a empresa não fosse lucrativa, também não teriam oito concorrentes dispostas a comprar os direitos de privatização dos Correios, como já anunciado. Quem compraria uma empresa falida?”, finalizou Elaine Oliveira.

O presidente da Casa de Leis, deputado Paulo Corrêa (PSDB), agradeceu a visita. A cedência do espaço foi feita a pedido do deputado Pedro Kemp (PT).