Contra decreto de armas, deputado faz protestos durante sessões na Câmara

Isidório virou meme após chamar o presidente Jair Bolsonaro de 'doido'

O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) transitou entre as comissões da Câmara em Brasília, nesta terça-feira (18), com cartazes em protesto ao decreto das armas, que está em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça ) nesta tarde.

O Jornal Midiamax recebeu imagens do parlamentar que estaria fazendo uma rodada nas comissões, mas o foco seria a CCJ onde o ministro Onyx Lorenzoni participa da audiência que teve início Às 14h30 (horário de Brasília) para discutir o decreto das armas, do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Com cartazes escritos “Armas Matam, Jesus dá vida”, “Disse Jesus Amai-vos e não Armai-vos” e “+ Livros + Educação – Armas = Vidas”.

Os registros fotográficos foram feitos durante a audiência pública para discutir o licenciamento ambiental para manutenção, melhoria e ampliação de obras de infraestrutura. Mas ele estaria participando com os cartazes em todas as sessões da casa.

Isidório

Em maio, durante um discurso em sessão na Câmara dos deputados, o parlamentar causou reações insusitadas entre os colegas e acabou virando meme em grupos de WhatsApp. 

Isidório sugeriu,  que a Câmara formasse uma comissão ou enviasse um parlamentar para conversar com o presidente da República, Jair Bolsonaro. E se ofereceu para a missão devido às semelhanças que tem com o chefe do Planalto.

“Pelo perfil dele [Bolsonaro], me sinto preparado para ir até ele, se for necessário, porque venho da Bahia e sou conhecido como doido. Para conversar com doido, só outro doido”, declarou Isidório, causando espanto e risos entre os membros do parlamento.

CCJ

A CCJ realiza nesta tarde, a audiência pública com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para discutir o decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibilizou as regras sobre o uso e o porte de armas e munições.

Neste momento, os integrantes da comissão discutem os procedimentos para a audiência pública. De acordo com Francischini, os parlamentares não poderão fugir do assunto da audiência durante suas falas ou nas perguntas ao ministro. Também não haverá réplicas ou tréplicas.

Onyx comparece ao colegiado também em um momento em que o PSL está descontente com ele pela demissão de Carlos Manato, há duas semanas, da Secretaria Especial da Casa Civil para a Câmara. Ele é filiado ao PSL. Para o seu lugar, foi nomeado Abelardo Lupion, do DEM, mesmo partido do ministro. Lupion, inclusive, acompanha a audiência na CCJ.

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