Com filme queimado para Bolsonaro, presidente do PSL é alvo de operação da PF

Presidente do partido é alvo de investigação de corrupção

Em meio aos conflitos do e Bolsonaro, o presidente do partido e deputado federal Luciano Bivar (PE) é alvo da Operação Guinhol, deflagrada nesta terça-feira (15) pela PF (Polícia Federal). O TRE-PE (Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco) autorizou mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos em endereços residenciais e comerciais do deputado.

Em nota, a PF afirmou que a operação busca provas que ajudem na investigação de crimes eleitorais. Segundo o órgão existem indícios de que os recursos destinados às candidaturas de mulheres foram usados de forma irregular. 

“Ao menos 30% dos valores do Fundo Partidário deveriam ser empregados na campanha das candidatas do sexo feminino, havendo indícios de que tais valores foram aplicados de forma fictícia objetivando o seu desvio para livre aplicação do partido e de seus gestores”, afirmação da nota divulgada pela PF. 

 

Filme queimado

Com o envolvimento de Luciano Bivar em investigações da PF, as chances de presidente deixar o são grandes.Na terça-feira (08), Bolsonaro fez uma declaração afirmando não querer ligação com Bivar. 

A fala aconteceu quando o presidente não percebeu estar sendo filmado por um apoiador, que havia dito “Eu, Bolsonaro e Bivar por um novo Recife”. “Não divulga isso, não. O cara, Bivar, está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”, pediu o presidente.

Segundo a advogada eleitoral do presidente, Karina Kufa, Bolsonaro espera que o partido seja transparente. “O interesse dele é que o partido ande de forma harmônica e que tenha de fato essa garantia e segurança de que nenhuma corrupção ocorra no ambiente partidário”, afirma.

Propostas partidárias

Karina Kufa afirmou que Bolsonaro está analizando propostas de outros partidos. Ela comentou que se a mudança partidária ocorrer, o partido escolhido deverá ser coerente com os princípios éticos da bancada presidencial.

A advogada destaca que cinco partidos já demonstraram interesse em acolher o presidente. “Partidos em formação tem uns cinco atrás da gente. De médio para grande vieram dois, e pequenos teriam mais três opções”, comentou em reportagem da UOL. 

 

Com filme queimado para Bolsonaro, presidente do PSL é alvo de operação da PF
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