Petrobras e AGU recorrem ao TST para tornar greve de petroleiros ilegal

Instituições alegam que greve atinge direitos fundamentais

Para tentar tornar ilegal a greve dos petroleiros, prevista para esta quarta-feira (30), a Petrobras e a AGU (Advocacia-Geral da União) recorreram ao TST (Tribunal Superior do Trabalho), alegando é abusiva e ofende direitos fundamentais de toda a sociedade e não tem reivindicações que não são de cunho trabalhista, mas político. As instituições ainda pedem que seja aplicada multa de R$ 10 milhões por dia aos sindicatos responsáveis em caso de paralisação.

De acordo com a Agência Brasil, os petroleiros aderem à paralisação após nove dias dos caminhoneiros, que teve reflexos no abastecimento de diversas cidades e, por isso, a AGU aponta que, neste momento, uma greve agravaria a situação, uma vez que “a redução da produção ou a sua completa paralisação geram prejuízos gravíssimos à sociedade, tendo em vista o potencial para prejudicar o abastecimento do mercado interno de gás natural, petróleo e seus derivados”.

A Petrobras e a AGU ainda argumentam que uma greve pode trazer prejuízos de cerca de R$ 349 milhões por dia à Petrobras, em razão da interrupção da produção de combustíveis

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, no pedido TST alegou que a greve é uma ação oportunista e traria prejuízo a toda sociedade. “Nessa linha é inadmissível admitir que a atuação oportunista de determinado grupo enseja a ausência de serviços públicos essenciais, em prejuízo de toda a sociedade”.

Informações Agência Brasil 

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