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Cemitério indígena intocado de 500 anos é encontrado na Amazônia

Por Raira Rembi

Um cemitério com 9 urnas funerárias foi encontrado por arqueólogos do Instituto Mamirauá na Amazônia. É a primeira vez que arqueólogos brasileiros encontram conjunto de cerâmica da Tradição Policroma diretamente no solo.

A descoberta foi feita em julho, na comunidade Tauary localizada na região central do Amazonas. As urnas foram retiradas em uma área de 4 m² e a 40 cm da superfície, nas imediações de uma escola comunitária.

Segundo arqueólogo, Eduardo Kazuo, as cerâmicas costumam ser entregues pelos moradores, por isso a descoberta pelos próprios arqueólogos é algo inédito. “As urnas funerárias são comuns pela América Latina, mas os pesquisadores costumam receber dos moradores, por isso é algo inédito ”.

As condições que o solo estava indicava que aquele local foi utilizado como reserva para enterro de corpos do povo indígena. Como em um efeito domino as urnas foram encontradas uma a uma pelos arqueólogos.

Outra coisa que chamou atenção dos arqueólogos foi a forma que cada urna estava enterrada, elas possuem rostos desenhados na lateral e nenhum dos rostos estava na mesma direção do outro.

As primeiras avaliações dos arqueólogos indicam que as urnas foram enterradas na mesma época, e a variedade entre tipos de adornos e acabamentos cerâmicos também difere das cerâmicas já encontradas.

Com a descoberta dessas cerâmicas também foi encontrada outras que podem indicar uma civilização mais antiga. As urnas de Tauary datam ao ano 1500 antes de cristo as outras cerâmicas indicam uma passagem de tempo maior.

Cerâmicas de Tauary foram encontradas pela primeira vez em 2014, quatro anos depois os pesquisadores retornaram para mais investigações.

(Foto Divulgação Instituto Mamirauá)

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