Aeroporto de Salvador sofre impactos da crise da Avianca

A capital baiana foi uma das cidades que mais sentiu o fim das operações da Avianca. Os sete voos encerrados pela companhia em março eram responsáveis por 1,2 milhão de usuários do terminal. Se os voos se não forem absorvidos pelas operadoras concorrentes, o aeroporto vai voltar a operar com capacidade para 7 milhões de passageiros ao ano, um cenário que não era visto desde 2009.

De acordo com secretaria de turismo de Salvador, a cidade teve um aumento de fluxo turístico em 2017 e 2018. No fim do ano passado, a expectativa de um novo recorde no verão de 2019. Porém, com o fim dos voos para salvador, desde abril a cidade registra números menores do que no mesmo período de 2018.

Desde dezembro do ano passado a Avianca está em processo de recuperação judicial. A suspensão afeta as seis rotas que a empresa opera partindo de Salvador: Congonhas (SP), Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Maceió (AL), Recife (PE), e Ilhéus (BA). No total, são 13 viagens por dia. Até a última semana de março eram 22 voos, mas o restante foi sendo extinto pela própria companhia nos últimos dias.

As demais companhias presentes no aeroporto continuam operando normalmente. Entre elas: Azul, Gol, Voe Passaredo, American Airlines, Latam, Tap Portugal.

Alta nos preços

 

Com o cancelamento dos voos da companhia aérea Avianca, os preços de algumas passagens saindo de Salvador tiveram média de aumento de 400%.

As passagens de ida e volta para São Paulo custavam cerca de R$ 600, há três meses, e passaram a custar R$ 3 mil. Para o Rio de Janeiro, a diferença é ainda maior. As passagens saíram de R$ 540 para R$ 2.800, com um crescimento de cerca de 418%. Outro destino que teve aumento no valor foi Brasília, que subiu de R$ 500 para R$ 2.200, um crescimento de 340%.

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