Ex-vereadores voltarão ao rádio e medicina, mas também há quem vá se dedicar à Filosofia e doutorado

Longe da Câmara Municipal de Campo Grande, vereadores que terminaram seus mandatos em dezembro de 2020 vão voltar para suas áreas de atuação anterior. Radialistas voltam a se dedicar exclusivamente aos seus programas, servidores voltam para seus cargos. Empresários, aos comércios que mantêm, e advogados para os escritórios. Dos 29 parlamentares que atuaram entre 2017 […]

Mayara Bueno Publicado em 09/01/2021, às 08h15 - Atualizado às 10h07

Ex-vereadores em suas profissões e atividades que desempenham, em fotos publicadas nas redes sociais. (Arte: Deyvid Guimarães, Jornal Midiamax). - Ex-vereadores em suas profissões e atividades que desempenham, em fotos publicadas nas redes sociais. (Arte: Deyvid Guimarães, Jornal Midiamax).
Maioria vai retomar profissão e outros farão novas atividades em 2021

Longe da Câmara Municipal de Campo Grande, vereadores que terminaram seus mandatos em dezembro de 2020 vão voltar para suas áreas de atuação anterior. Radialistas voltam a se dedicar exclusivamente aos seus programas, servidores voltam para seus cargos. Empresários, aos comércios que mantêm, e advogados para os escritórios.

Dos 29 parlamentares que atuaram entre 2017 e 2020, 17 deles não estarão mais no Legislativo municipal, a maioria porque não foi reeleita. Não é o caso de André Salineiro (Avante) e Vinícius Siqueira (PSL) que não disputaram reeleição. Respectivamente, disputou como vice-prefeito e prefeito – ambos perderam.

Líder do prefeito Marquinhos Trad (PSD) até o ano passado, Chiquinho Telles (PSD) afirma que voltará a fazer rádio ‘com mais intensidade’. “Sempre fui do rádio”. “Política está no sangue, nunca vamos parar de fazer. Ações que sempre fiz antes de ser vereador, vou voltar a fazer com mais frequência. Ajudar ao próximo é o que me deixa feliz”. Ele ‘vai ao ar’ nas emissoras FM 101,9, FM Moreninhas 106,3 e Tempus FM – rádios comunitárias. Além disso, foi nomeado como assessor especial no gabinete do prefeito.

Cazuza (PP) também é radialista e continuará fazendo programa de rádio. Há mais de 33 anos, como lembra o ex-vereador, é funcionário da Rádio Cidade 97, no qual tem o programa Cazuza e Domingo da Gente.

Concursado, Vinícius Siqueira exerceu o trabalho de oficial de justiça junto com a vereança. Agora, volta a desempenhar exclusivamente sua função, afirma. Eleito com nome de seu cargo, Wellington de Oliveira (PSDB), delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, foi nomeado Ouvidor-Geral da corporação, ainda no fim de 2020.

Da Polícia Federal, André Salineiro, mais votado em 2016, retoma o trabalho na corporação. “O foco será o desenvolvimento do trabalho policial”. Afirma que, sobre as eleições de 2022, sua participação dependerá de uma reunião em Brasília da Frente dos Agentes da Polícia Federal, da qual faz parte.

Junior Longo (PSDB) é advogado e empresário, mas será esta última ocupação que continuará executando em 2021. “Tenho empresa, trabalho no ramo de alimentação, já atuava nisso antes de ser vereador, mesmo exercendo o mandato, continuei atuando nas atividades comerciais, e voltei para ela”.

Vereadora eleita, mas que perdeu o lugar após recontagem dos votos com o deferimento da candidatura de Delei Pinheiro (PSD), Dharleng Campos (MDB) é formada em Administração e sempre atuou na área, que agora será retomada. “Também confiante de que tão logo a Justiça será restabelecida e voltarei a representar a população campo-grandense”.

No mesmo sentido, o advogado Odilon de Oliveira Junior seguirá atuado como tal, atividade que, afirma, exerceu, mesmo durante seus quatro anos na Câmara Municipal de Campo Grande.

Ações sociais e saúde

Jeremias Flores (Avante) é pastor e, com essa denominação religiosa foi às urnas em 2016. Agora, afirma que vai continuar ‘sendo homem público’. “Cooperando com nossa sociedade como sempre fiz antes de exercer o parlamento, com ações sociais”. Ele é impressor gráfico e presidente do partido em Campo Grande.

Médico há quase 50 anos, Antônio Cruz afirma que a ‘profissão-missão’ nunca foi deixada de lado. “Então vou continuar simplesmente a atuar em meu trabalho incessante no Hospital Evangélico” – instituição de saúde fundada por ele. “Só cessarei quando o Senhor Jesus me levar. Como sempre digo: médico não aposenta, médico morre!”.

Cida Amaral, que também carregou sua profissão no nome político, retoma suas atividades na profissão que escolheu. “É interessante dizer que, sempre trabalhei em tempo integral, agora estou aposentada de um período, mas no outro, vou continuar trabalhando”. A ex-vereadora conclui dizendo que, além da função laboral, ‘continuará lutando pela boa política, como cidadã’.

Ex-vereadores de Campo Grande. (Arte: Deyvid Guimarães, Jornal Midiamax).

Mesma profissão é de Hederson Fritz (PSD), concursado da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Segundo o ex-vereador, nos últimos anos do mandato, retornou sua função em algumas unidades de saúde e, no começo da pandemia foi para o Samu (Serviço Móvel de Urgência). “Faço minha carga horária e os plantões eventuais. Pretendo contribuir com o modelo de saúde, continuar o trabalho tecnicamente e socialmente, para fortalecer o servidor público”.

Da bancada de médicos, Eduardo Cury, conhecido como Dr. Cury (DEM), retomará seu trabalho de médico perito, assessor jurídico e consultoria. “Sou médico, e só participo da vida política como candidato em função de algumas bandeiras que entendo serem fundamentais e que eu vejo que é uma necessidade muito grande”.

O ex-parlamentar cita que deve levar de três a quatro meses para retomar o mesmo nível de produtividade em sua profissão que tinha antes de ser vereador. Sobre os projetos políticos, afirma, “esses não terminam”, apesar de lamentar que algumas de suas medidas iniciadas no parlamento dificilmente terão sequência.

“Como a frente parlamentar de saúde mental. Não temos leitos suficientes para os pacientes com problemas psiquiátricos. Assunto que pouca gente sabe e pouca gente consegue entender”. Entre as ‘bandeiras invisíveis’, o médico cita ainda o diagnóstico de doenças raras, assunto sobre o qual também diz ter iniciado na Casa de Leis.

Filosofia e doutorado

Há quem também vai se dedicar ao campo do conhecimento em 2021. Médico, Livio Viana (PSDB) retorna às suas atividades de médico legista do Imol e perícia médica do INSS, mas também resolveu se matricular na faculdade de Filosofia neste ano. Ainda, afirma que vai atender como homeopata voluntário em uma instituição de assistência a crianças do Bairro Noroeste, projeto que acompanha há 7 anos.

Eduardo Romero (Rede) diz que está se reorganizando. Mas, o doutorado em Comunicação é o que deve tomar conta de seu tempo em 2021. “Não vou parar com minhas atividades de consultoria e assessoria em questões legislativas, ambientais, arte e educação”. A especialização com o doutorado começou em setembro passado e no mesmo mês deste ano, deverá apresentar sua tese sobre TV e Cidadania.

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