MP pede por julgamento popular de membros do PCC que mataram mecânico após estupro de menina de 12 anos

O MPMS (Ministério Público Estadual) pediu por julgamento popular para o assassinato do mecânico Alisson de Souza Santos, que foi julgado em tribunal do crime do PCC (Primeiro Comando da Capital), em Três Lagoas a 338 quilômetros de Campo Grande, em março de 2018. Foi feito o pedido nesta quarta-feira (3) para que seja incluso […]

Thatiana Melo Publicado em 03/03/2021, às 09h35

Imagens do dia da operação que prendeu membros do PCC (Foto: JP News) - Imagens do dia da operação que prendeu membros do PCC (Foto: JP News)
Foi pedido a inclusão de organização criminosa no crime

O MPMS (Ministério Público Estadual) pediu por julgamento popular para o assassinato do mecânico Alisson de Souza Santos, que foi julgado em tribunal do crime do PCC (Primeiro Comando da Capital), em Três Lagoas a 338 quilômetros de Campo Grande, em março de 2018.

Foi feito o pedido nesta quarta-feira (3) para que seja incluso também a tipificação de organização criminosa para o crime. Foram denunciados a época dos fatos: Lucia Natalina da Silva, Elisangela de Souza Silva, Lucas de Souza conhecido como ‘Cheque-mate’, Rosileine dos Santos Silva, a ‘Lenny’, Jeferson Torres Silveira, conhecido como ‘Drink PCC’, Jessica Moreira a ‘Maliciosa’, Lislei Silva Vargas conhecida como ‘Natasha’, Michael Alves Martins ‘Anjo Negro’, Diego Santos, o ‘Japa’, Vilmar Afonso dos Santos, conhecido como ‘Cara preta’ e Rogério Costa Sales.

O crime aconteceu entre a noite do dia 26 de fevereiro e a madrugada do dia 27 de fevereiro de 2018, quando o mecânico foi alvo dos membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), após a descoberta de que a filha de uma das denunciadas, uma menina de 12 anos, havia sido estuprada pelo Alisson.

O mecânico acabou julgado em tribunal do crime e seu corpo encontrado a 100 metros da rodovia BR-158. O corpo já estava em decomposição e com sinais de degola no pescoço. O estupro foi descoberto depois que a menina contou na mãe sobre ter mantido relações sexuais com Alisson na casa dele.

Em maio de 2018, uma operação da Polícia Civil da cidade prendeu sete pessoas, sendo três mulheres e quatro homens durante a deflagração da Operação ‘Hidra de Lerna’.

90 policiais participam da operação, que contou com a participação do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros) e de um helicóptero da Policia Militar.

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