Juiz determina que delegado réu na Omertà continue com tornozeleira eletrônica

Na última semana, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) fez pedido de renovação da monitoração por tornozeleira eletrônica para o delegado Marcio Shiro Obara e também para Lucimar Calixto Ribeiro, o ‘Mazinho’. Os dois são réus da Operação Omertà, acusados de recebimento e pagamento de propinas, respectivamente. O Gaeco aponta […]

Renata Portela Publicado em 17/02/2021, às 14h47 - Atualizado em 18/02/2021, às 08h25

Delegado Márcio Obara (Foto: assessoria Polícia Civil) - Delegado Márcio Obara (Foto: assessoria Polícia Civil)
Ele foi solto após pagar fiança de R$ 26 mil

Na última semana, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) fez pedido de renovação da monitoração por tornozeleira eletrônica para o delegado Marcio Shiro Obara e também para Lucimar Calixto Ribeiro, o ‘Mazinho’. Os dois são réus da Operação Omertà, acusados de recebimento e pagamento de propinas, respectivamente.

O Gaeco aponta como gravíssimos os crimes cometidos por Obara e Mazinho, lembrando que o delegado responde por corrupção passiva e obstrução à Justiça. Também reafirma que o delegado, então titular da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) apurava as execuções de Ilson Martins Figueiredo, Alberto Aparecido Roberto Nogueira, o Betão e do policial civil Anderson Celin Gonçalves da Silva.

Para impedir o avanço das investigações, o agente de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul teria recebido valor indevido, para ‘blindar’ líderes da organização criminosa. O delegado ainda teria recebido R$ 100 mil para ‘parar’ a investigação da morte de Figueiredo. Para o Gaeco, a autoridade policial, em exercício da profissão, deu proteção criminosa a líderes da organização.

Mazinho, por sua vez, é apontado como responsável pelo pagamento de valores indevidos aos agentes da Segurança Pública do Estado. Ou seja, era quem fazia o pagamento de propina aos agentes. Ele também foi denunciado por exercer função de motorista, segurança e gerente dos funcionários que trabalhavam na casa de um dos investigados.

No mesmo dia em que foi feito o pedido, o juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal, foi favorável e decidiu pela renovação do prazo de monitoração eletrônica dos réus, por mais 180 dias.

Terceira fase da Omertà

Na terceira fase da operação, denominada Armagedom, foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão. Então, foram cumpridos nas cidades de Campo Grande, Ponta Porã, Ivinhema e em Peruíbe (SP).

Assim, acabaram presos Benevides Cândido Pereira, o Benê, o investigador da Polícia Civil Célio Rodrigues Monteiro, o Manga Rosa, Cinthya Name Belli, também policial civil Frederico Maldonado de Arruda, o Fred.

Além de Elvis Elir Camargo Lima, o conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) Jerson Domingos, solto em seguida, Lucas Silva Costa, o Lukinhas, Lucimar Calixto Ribeiro, o Mazinho, o delegado Obara, Rogério Luis Phelippe, recentemente condenado, e Rodrigo Betzkowski de Paula Leite, o Rodrigo Patron.

Já em Ponta Porã foram alvos Fahd Jamil, o Fuad, o filho dele Flávio Correia Jamil Georges, o Flavinho, que são considerados foragidos. Ainda Melciades Aldana, o Mariscal, Marco Monteoliva e Thyago Machado Abdulahad (que estaria em Ivinhema).

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