Polícias de MS fecham 2019 com duas prisões por hora e enaltecem operações

Operações que prenderam organizações criminosas foram lembradas

Em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (13), representantes das forças de segurança de Mato Grosso do Sul apresentaram os números de 2019 e também anunciaram o que esperam para 2020. Com investimentos já planejados para este ano, a intenção é no mínimo manter os bons resultados do ano anterior.

O secretário Antônio Carlos Videira da Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) anunciou a redução nos índices de criminalidade em 2019, com relação a 2018. “Brigaremos com nossos próprios números”, ressaltou ao falar sobre o que espera para 2020. Foram 1.736 roubos a menos no Estado e, para o secretário, isso se deve tanto ao policiamento diário quando na resolução e esclarecimento, o que coíbe a ação dos criminosos.

Já roubo de veículos, que teve 229 casos a menos em 2019 em relação a 2018, pode ser relacionado ao combate ao tráfico de drogas, uma vez que estão ligados os casos e que os veículos comumente são levados para a região de fronteira, onde são trocados por entorpecentes e usados no transporte dessas cargas ilícitas. Quanto aos furtos a residências, foram 1.502 casos a menos. Em Campo Grande isso se deve a um trabalho ativo também em relação aos usuários de drogas, principalmente na região central da cidade, pontuou o secretário.

No caso de tráfico de drogas, crime que mais resulta em prisões no Estado, uma vez que compreende 40% dos encarcerados em MS, o secretário Videira ainda ressaltou a importância no combate ao tráfico doméstico. Os casos vistos como menores, mas que influenciam diretamente em crimes como roubos e furtos nos municípios.

O secretário ainda agradeceu à imprensa, ressaltando o trabalho de divulgação das ações positivas das polícias. “Aumenta a sensação de segurança e é uma forma de prevenir crimes”, afirmou. O Comandante da Polícia Militar de MS, coronel Waldir Ribeiro Acosta, pontuou redução expressiva nos crimes no Estado.

Conforme o coronel, pela PMMS foram feitas mais de 1 milhão de abordagens, além de mais de 30 mil pessoas conduzidas para delegacias. Além disso, ressaltou o trabalho das equipes especializadas como Batalhão de Choque e Forças Táticas nas prisões e combate a quadrilhas, como o ‘Bonde do Chapéu’.

Armas apreendidas com ‘Bonde do Chapéu’ (Divulgação)

O delegado-geral Marcelo Vargas, da Polícia Civil ressaltou a diminuição nos casos de homicídios no Estado. Segundo ele foram 561 casos em 2015 e, quatro anos depois, houve uma diminuição de 152 casos. “Se preservássemos uma vida já seria bastante, mas nestes anos de trabalho falamos de 152 vidas”.

Também conforme Vargas, isso se deve a um trabalho conjunto das forças de segurança. Em 2019 foram registradas 238 mil ocorrências e 60% dos casos de homicídio foram esclarecidos, sendo que o número deve chegar a pelo menos 70% até junho, acredita o delegado. Ele ainda informou que a recomendação da ONU (Organização das Nações Unidas) é de 10 homicídios para 100 mil habitantes, sendo que Campo Grande registrou 8,6 casos para o mesmo número de habitantes no ano passado.

Ainda foi lembrado que em 17 cidades de MS não foi registrado nenhum homicídio. Segundo Vargas foram presas 2 pessoas por hora no Estado, sendo um número superior à massa carcerária, atualmente compreendendo 20 mil presos, já que detidos em flagrantes podem ser postos em liberdade nas audiências de custódia.

Por fim, o delegado-geral ressaltou o enfrentamento ao crime organizado, atuando em conjunto com Ministério Público de MS. Das ações relembradas, três com atuação do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros). Foram elas o esclarecimento da tentativa de roubo ao carro forte na fronteira, com a morte de Zé de Lessa, além da Operação Omertà e a prisão da quadrilha que tentou roubar a central do Banco do Brasil, ambas que devem ter desdobramentos com mais prisões nos próximos dias conforme Vargas.

(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Coronel Joilson Alves do Amaral, do Corpo de Bombeiros, avaliou também 2019 como positivo no trabalho dos militares e socorristas, pontuando 181.980 casos de atendimento à ocorrências e prevenções no Estado, sendo 72.748 emergências clínicas, acidentes de trânsito, resgates no geral. O coronel ainda relembrou as Operações Pantanal I e II, de combate aos incêndios na região de mata do Pantanal.

De acordo com o coronel Joilson, atuaram no total 793 mil militares e civis, tanto de MS quanto Mato Grosso, Distrito Federal e São Paulo, sendo de diversas forças de segurança. Também foram empregados 80 viaturas, 3 aviões de combate a incêndios e 3 helicópteros para tal atividade. Por fim, o diretor-adjunto do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) J. Rodrigues ressaltou os resultados de 2019, melhores se comparados aos de 2018, com 107 toneladas de drogas apreendidas.

Foto: (Chico Ribeiro/Governo MS)

Ainda conforme o diretor, houve um recorde histórico na apreensão de veículos, além de 611 pessoas presas em flagrante, sendo 329 por tráfico de drogas. Também foram cumpridos 58 mandados de prisão, apreendidos mais de 3 milhões de maços de cigarro. Em 2019 foram feitas ainda visitas nas propriedades rurais e fazendas, uma forma da polícia fazer rondas nessas regiões de difícil acesso.

Por fim, o secretário agradeceu também aos agentes penitenciários, responsáveis pelo trabalho nos presídios do Estado, que segundo ele estão reforçando cada vez mais os serviços de ressocialização, com internos trabalhando e estudando. O ano de 2019 não registrou nenhum caso de rebelião e os motins foram rapidamente controlados, também com apoio do Choque.

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