Para comprovar insanidade, Justiça determina que assassino de florista faça exame

Acusado se encontra internado porque atirou contra própria cabeça após matar florista

A Justiça determinou que o acusado de matar Regiane Fernandes de Farias, 39 anos, passe por exame de insanidade mental para comprovar se, quando atirou contra a ex-namorada, o homem de 57 anos, estava em plena capacidade mental. O crime aconteceu no último dia 18 de janeiro, no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, quando o acusado atirou em Regiane e depois contra a própria cabeça. Ele está internado na Santa Casa, sob escolta policial.

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, nomeou o especialista que deverá realizar o exame, em decisão desta quinta-feira (30), quando então converteu a prisão do acusado em preventiva. Mesmo com a tentativa da defesa da liberdade provisória, a Justiça manteve a prisão, enfatizando que se trata de um caso de violência doméstica, com ‘contexto fático, que a Lei Maria da Penha vem desde 2006 tentando reprimir e erradicar’.

A Justiça manteve a prisão, também sustentada pelas informações de boletim de ocorrência e flagrante, de que o homem abordou a vítima, que estava no trabalho e sem dizer nada, atirou por não aceitar o fim do relacionamento. O juiz entendeu como ‘causa bastante para a prisão provisória’.

O homem se encontra internado na Santa Casa, sob escolta da polícia, de onde deve ser, assim que receber alta médica, encaminhado para realizar exame de insanidade e depois a um presídio de Campo Grande.

A morte de Regiane foi o primeiro caso registrado em 2020 de violência doméstica na Capital de Mato Grosso do Sul. A mulher, que já teria sofrido violência doméstica, chegava para trabalhar na floricultura, quando o ex chegou ao local armado e atirou. A vítima foi atingida por disparos no pescoço, chegou a ser encaminhada para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A informação é que o autor dos disparos, ex-namorado da vítima, não aceitava o término do relacionamento. Ele tentou se matar com um tiro na região do ouvido, logo após atirar contra Regiane, foi socorrido e sobreviveu. A arma usada no crime foi um revólver calibre 44, que foi apreendido pela polícia.

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