Biden assina ordem executiva revertendo saída dos EUA da OMS

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou ordem executiva nesta quarta-feira, 20, no mesmo dia em que tomou posse, revertendo a saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com ela, o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Dr. Anthony Fauci – principal autoridade de Saúde do país -, voltará a participar das reuniões da OMS como líder da delegação americana.

Psaki também anunciou a criação do que chamou de “resposta nacional unificada à pandemia”. Trata-se de um comitê de especialistas para apoiar o governo nas decisões relacionadas à covid-19, que já deixou mais de 400 mil mortes nos EUA. A Casa Branca pretende anunciar nesta quinta, 21, novas medidas de combate ao coronavírus, disse a porta-voz.

Já circulava na imprensa americana que o retorno à OMS estava entre os vários decretos assinados por Biden neste primeiro dia de mandato, como parte de um “choque de gestão”. Só três ordens executivas, no entanto, foram assinadas frente às câmeras: a volta dos EUA ao Acordo Climático de Paris, o compromisso do governo com minorias e a obrigatoriedade de uso de máscaras e manutenção de distanciamento social em áreas comandadas pelo governo federal do país.

Durante sua primeira coletiva de imprensa como porta-voz da Casa Branca, Psaki ainda afirmou que voltar ao Acordo de Paris é recolocar os EUA em uma posição de liderança global. “A prioridade de Biden é reconstruir as alianças dos EUA com o mundo”, declarou a porta-voz, em crítica indireta às decisões do governo Donald Trump de deixar organismos multilaterais, como a OMS.

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