Bolsas de NY fecham sem sinal único com negociações travadas por pacote fiscal

O índice Dow Jones encerrou em baixa de 0,29%

As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta quinta (13) em meio ao impasse nas negociações entre o governo americano e lideranças oposicionistas no Congresso a respeito de uma nova rodada de estímulos fiscais. A notícia de que os pedidos por auxílio-desemprego nos Estados Unidos ficaram abaixo de 1 milhão pela primeira vez desde março chegaram a fornecer alívio pontual aos negócios, mas a cautela acabou prevalecendo.

Pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que processou 963 mil solicitações de auxílio-desemprego na semana encerrada em 8 de agosto, uma queda de 228 mil em relação aos sete dias anteriores. O indicador não ficava abaixo de 1 milhão desde março, quando os efeitos mais agudos da pandemia começavam a ser sentidos.

Para o analista Chris Rupkey, do MUFG, o resultado sugere que o pior já passou, embora a crise ainda seja grave. “Ainda há milhões sem trabalho em uma escala que supera qualquer outra recessão na história econômica moderna, mas pelo menos o país superou os dias mais sombrios para esta recessão, que começou quando a economia caiu pela primeira vez em março”, analisa, em relatório.

Apesar disso, investidores seguem apreensivos por conta da falta de entendimento em Washington quanto ao novo pacote fiscal. Em entrevista coletiva, Pelosi afirmou que não sabe quando retomará as negociações com a Casa Branca. Democratas querem um pacote mais robusto do que o proposto pelos republicanos, com valor mínimo US$ 2 trilhões. A legenda governista, no entanto, tem sido firme na oposição ao repasse de recursos para estados e municípios.

Também no radar está a escalada das tensões entre EUA e China. Nesta tarde, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou hoje a designação do Instituto Confúcio como uma missão estrangeira do Partido Comunista chinês. Mais cedo, o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca havia chamado o país asiático de uma “força subversiva”.

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