Dia do Sexo: 7 curiosidades que provavelmente você não sabia

Pronto para descobrir coisas novas e quebrar alguns tabus?

Nesta quinta-feira (6), pré-feriado, é comemorado o “Dia do Sexo”. A data, não oficializada no calendário nacional, teve origem a partir de uma mobilização da marca de preservativos Olla, mas depois se tornou popular como forma de desmitificar o tabu sobre o assunto.

O comportamento sexual é motivo de curiosidade desde os primórdios da humanidade. Esse interesse levou à invenção do preservativo, métodos anticoncepcionais e até medicamentos que auxiliam na hora H são grandes auxiliadores da prática sexual moderna.

Para a data não passar de maneira frigida, a redação do MidiaMAIS preparou 7 curiosidades sobre o sexo que talvez você ainda não conheça.

1.6/9

Nem sempre a data foi comemorada no dia 6 de setembro. O Dia do Sexo era antes “comemorado” no dia 20 de novembro. Instituído pelo Círculo Brasileiro de Educação Sexual em 1935, a data tinha intenção de reabilitar a imagem moral da prática sexual ao retirar a imagem de tabu.

A ideia era mostrar que não existia nenhuma razão para classificar o sexo como imoral, ao contrário do que acreditavam na época. Várias rádios aderiram à causa em 1935, mas a data perdeu a força três anos depois, quando as comemorações pararam sem explicação.

A data antiga não tem nada a ver com o 6 de setembro. A nova data que e popularizou foi criada pela marca de preservativos Olla, em 2008. “Faltava um dia em homenagem àquilo que deu origem a tudo”, dizia o slogan da campanha. O dia também faz um trocadilho com o 69, uma das posições sexuais mais conhecidas.

2.Viagra, O Medicamento Mais Vendido na História

A história do Viagra, comprimido médico para auxiliar na ereção masculina, começou de uma maneira inesperada. Durante uma pesquisa de dilatadores vasculares para tratar hipertensão e angina, redução do fluxo sanguíneo para o coração, os participantes do estudo começaram a relatar ereções involuntárias. E assim foi resolvido o problema da impotência sexual masculina.

O comprimido para homens saiu do anonimato em 1998, quando os Estados Unidos começaram a vende-lo e obtiveram um lucro de 1 bilhão de dólares apenas naquele ano. No Brasil, o número de comprimidos de Viagra vendidos chegou a 114 milhões durante 15 anos.

Mesmo sendo drogas seguras, os homens devem tomar apenas com prescrição médica, porque o remédio pode causar dependência psicológica.

3.A Origem dos Preservativos

Os preservativos são muito mais antigos do que os encontrados nas farmácias e postos de saúde. Uma pintura de 12 mil anos encontrada na caverna de Combarelles, na França, mostra um casal se relacionando e o homem da pintura está com o pênis coberto. Especula-se que pode ser a primeira ideia de uma camisinha como conhecemos hoje. 

Também existem registros do Egito Antigo que descrevem homens de classes altas usando na glande um acessório feito de intestino animal. Outros relatos são de faraós com o membro coberto de papiro lubrificado com óleos, e chineses com papel de seda untado. Látex não parece tão ruim agora, não é mesmo?

A camisinha moderna só começou a ser idealizada no século 16 pelo anatomista italiano Gabriele Fallopio. Nos séculos 17 e 18, os preservativos de intestino animal ficaram populares e começaram a ser usados pela nobreza e pelos mais ricos para evitar filhos bastardos.

Mais tarde, no século 19, o engenheiro americano Charles Goodyear desenvolveu a vulcanização, um processo que torna a borracha extremamente maleável e resistente. Depois o químico Julius Fromm ampliou o uso do material e em 1912, misturou a borracha com gasolina e benzeno e conseguiu um material líquido.

Em seguida, Fromm mergulhou um molde na mistura e obteve uma camisinha mais fina e sem costura, algo bem próximo do que temos hoje. A produção em massa começou em 1916, há 102 anos.

4.Vibrador, O Quinto “Eletrodoméstico” do Mundo

O objeto de prazer sexual individual mais antigo visto até agora pode ter quase 30 mil anos. A relíquia foi encontrada em vários pedaços, o último veio ao conhecimento do mundo em 2005, direto da caverna Hohle Fels, na Alemanha.

Mas o vibrador, por incrível que pareça, foi o quinto eletrodoméstico do mundo. Ele foi lançado nos anos 1890 como um ingênuo massageador de músculos.

No começo do século 20, os massageadores se popularizaram tanto que, em 1917, os americanos tinham mais vibradores do que torradeiras. Mas a brincadeira não durou muito tempo.

Três anos depois, os massageadores para usos medicinais entraram em crise. É provável que o uso do objeto em filmes eróticos e o maior conhecimento da sexualidade tenham contribuído para a decadência.

Décadas depois, nos anos 1970, os movimentos de liberdade sexual deram uma força para que os brinquedos eróticos voltassem ao mercado.

5.Anticoncepcional e sua Origem

Haviam vários outros métodos preventivos contra a gravidez durante a história antiga, alguns até violentos, perigosos e até estranhos. O documento Papiro Ebers, que data de 1552 a.C., reúne 700 registros de fórmulas contraceptivas.

Outro papiro, o Kahun, foi feito em 1825 a.C., e é um resumo ginecológico de 34 parágrafos, dois deles dedicados a fórmulas para evitar a gravidez.

Naquela época, não eram simples comprimidos. Uma das práticas adotadas era a aplicação íntima de mel, por exemplo, porque reduziria a mobilidade dos espermatozóides.

Outro método utilizado era o leite azedo, que libera ácido lático, ingrediente que altera o pH vaginal e torna o ambiente nocivo às células sexuais masculinas. A eficácia dessas técnicas caseiras não era comprovada e nem sempre funcionavam. Ou seja, não faça isso em casa.

A pílula foi lançada em apenas em 1957, após décadas de pesquisa, e o objetivo inicial não era evitar a gravidez. A Enovid, primeira versão do remédio, tratava distúrbios menstruais, como ciclos irregulares e sangramento excessivo.

Em consequência, milhares de mulheres começaram a relatar esses distúrbios e pedir a pílula para evitar gestações. Em 1960, o órgão regulador da indústria farmacêutica americana finalmente liberou o comprimido para uso como contraceptivo.

6.Kama Sutra Ensina Além de Posições Sexuais

O livro tem uma má fama popularizada, mas de forma injusta. O Kama Sutra não é um livro apenas sobre posições sexuais, ou um mero manual sobre como se portar na cama. Fala sobre a conduta de relacionamentos amorosos.

A data de elaboração não é precisamente conhecida, mas alguns estudiosos acreditam que o livro foi escrito antes de Cristo. O indiano Vatsyayana compilou e tornou mais simples trabalhos que já existiam e popularizou a publicação.

O Kama Sutra é dividido em sete partes, com 36 capítulos. Ironicamente, o único que ficou famoso foi o que trata de posições sexuais. E, na versão original, não existem ilustrações.

O livro trata desde preocupações com a higiene, como tomar banho e escovar os dentes, até o que fazer após a transa. As práticas sexuais do livro são menos acrobáticas e numerosas do que as que foram espalhadas nas versões falsas.

As posições clássicas são apenas dez. Há algumas classificadas como especiais ou incomuns, mas muitas ditas por aí surgiram da cabeça de diferentes autores e textos que se popularizaram pela internet.

7.Sexo como Profissão Não é Uma Novidade

Em Roma e na Grécia Antiga, receber dinheiro em troca de sexo era uma atividade regulamentada. E boa parte dos lucros, era devidamente controlada e ia para os impostos. Documentos mostram que os homens também se prostituíam, mas para o mesmo público alvo que as mulheres: os clientes masculinos.

Centenas de anos depois foram encontradas moedas de bronze que, de um lado, exibem um número de I a XVI, e, de outro, uma cena de sexo explícito. Alguns dizem que eram usadas em bordéis de acordo com o serviço que o cliente queria e o número do quarto em que ele receberia. Outros, dizem que o número gravado ali significava o preço pago pelo pedido.

No Brasil, a prostituição, por si só, não é crime. Trata-se de atividade lícita, permitida pela princípio da legalidade. No entanto, não é uma atividade regulamentada.

Muitas pessoas pensam que a prostituição é crime, em função de sua comum associação a outras práticas que, estas sim, são criminosas, como a exploração sexual.

 

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