Mais que proteção, máscaras contra coronavírus viram acessórios de moda em MS

Costureiras estão comercializando máscaras personalizadas

Desde que o Ministério da Saúde orientou a população a fazer uso das máscaras de tecido, devido ao sumiço das descartáveis nas prateleiras, o item entrou na mira das costureiras profissionais e amadoras. Com a invasão das máscaras nas ruas, ela deixou de ser apenas usada como uma forma de proteção contra o coronavírus e acabou se tornando um acessório de moda. Versões clássicas de tecidos sóbrios começaram a dividir espaço com as mais diversas estampas e a população iniciou uma verdadeira corrida atrás de inovação.

As máscaras personalizadas começaram a ser usadas também como uma forma de transmitir ideologias além, claro, de combinar com o look. A empresa de Gabriela Bastos foi salva pela venda do produto e, hoje em dia, ela comercializa o acessório com estampas de empresas, infantis e até LGBT. A ideia nasceu da necessidade dos próprios clientes. “Começamos fazendo preta, branca e marfim e as pessoas começaram a pedir máscaras infantis, já que as tradicionais ficaram grandes nas crianças. Os pequenos não queriam usar porque achavam sem graça.”

Com a procura por estampas, Gabriela decidiu inovar e procurou ajuda em uma gráfica parceira. O teste na máquina de impressão deu certo e ela incluiu máscaras com desenhos no catálogo. Em pouco tempo, as vendas dispararam. ” As empresas também começaram a encomendar máscaras com a logomarca para os funcionários.” O negócio ia de vento em popa quando surgiu mais uma ideia durante uma conversa despretensiosa entre amigos. Um dos colegas de Gabriela sugeriu que ela fizesse o acessório com as cores da bandeira LGBT, já que as máscaras estavam sendo usadas também como uma forma de expressão.

” Adorei a ideia e mandamos rodar o teste. Inicialmente foram fabricados 10 itens, todos doados para espalhar a ideia e o pessoal começar a usar. A venda de máscaras foi salvação para empresas do segmento de vestuário”, completou.

Quem também faz sucesso entre os clientes é a professora de costura Elaine Salete. Por conta da pandemia, a suspensão das aulas presenciais no ateliê forçaram a profissional a buscar novas alternativas de renda. Elaine conta que as alunas pediram pra ela gravar uma aula ensinando a fazer máscara e, com o sucesso do vídeo, as encomendas começaram a chegar. “No começo os pedidos eram de tecidos tradicionais lisos, discretos. Comecei a oferecer estampas diferentes, mais coloridas e foi ótimo”, explica.

A diversificação nos estilos foi o jeito que Elaine encontrou de se destacar e atender diferentes nichos. Temas religiosos e times de futebol entraram no catálogo de vendas da costureira e acabaram chamando a atenção do público masculino. “Surgiu também a pedidos as máscaras tal mãe e tal filha e tal pai e tal filho”, comemora.

Criança adora

A estudante de odontologia Talita Metkzer costura por lazer. Os filhos pequenos Enrico e Valentina aproveitaram os dotes manuais da mãe e pediram máscaras personalizadas. Sem deixar a vaidade de lado, Valentina ganhou uma de cada cor e combina com os acessórios de cabelo. Já Enrico pediu com estampa camuflada, já que adora aventura.

“Eu não faço para vender. Tenho máquina em casa e costuro por lazer. Meus filhos pediram e eu comprei os tecidos que eles escolheram e fiz. A menina gosta muito de se arrumar e adora combinar a máscara com o look. O Enrico é aventureiro e adora diversão, ele me pediu um modelo camuflado.”

Carla Takagi, de 24 anos, também usa o acessório para expressar a personalidade. Ao todo, a analista administrativo tem 5 máscaras, de estampas lisas a coloridas e até com bolinhas. “Assim como você usa roupas para se expressar/expressar sua personalidade, a máscara também é um acessório para compor o look do dia-a-dia.”

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