O Brasil é o país com o maior número de empresas juniores abertas

Empresas praticam valores abaixo do mercado e revertem lucro para fomento do próprio projeto

Com objetivo de prestar serviços, administrar projetos, apresentar ideias e realizar todos os procedimentos de uma empresa sênior, a Empresa Júnior é formada exclusivamente por estudantes de graduação e representantes de um ou mais cursos de uma instituição de ensino, que oferece valores abaixo do mercado e reverte todo o lucro para captação e fomento do próprio projeto.

De acordo com um estudo feito pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores da Brasil Júnior, o Brasil é o país com o maior número de empresas abertas atualmente, com mais de 11 mil universitários associados em 18 estados e no Distrito federal, realizando projetos dentro de instituições de ensino.

“A empresa ajuda no desenvolvimento da prática, atuando como qualquer empresa atuaria no mercado, o que dá vivência ao aluno e experiência ao lidar com pessoas fora do meio acadêmico e com o mundo pós faculdade. É quase como um teste drive da vida profissional”, afirma o estudante de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica Matheus Dumas.

Ainda segundo o levantamento do Censo e Identidade da Confederação Brasileira de Empresas Juniores da Brasil Júnior, 40% das empresas juniores brasileiras são ligadas aos cursos de engenharia, seguidas por 18% na área de ciências sociais aplicadas e 14% no campo das ciências humanas. Além disso, 93% das empresas juniores estão concentradas em instituições de ensino superior federais e estaduais.

“Acho que essa deveria ser uma experiência obrigatória em todos os cursos de todas as instituições de ensino superior”, defende a estudante de Publicidade e Propaganda Ana Luiza Santiago, que fez parte da Agência Experimental Galáxia, empresa júnior da Unijorge.  “O mercado, muitas vezes, não te aceita quando você não tem experiência e o aprendizado adquirido nas empresas juniores é um diferencial, além dos valores adquiridos por ser o primeiro contato profissional que a pessoa tem com uma dinâmica em grupo. Foi uma das melhores fases para mim. Não tinha nenhuma remuneração mas a experiência era o meu maior ganho. Eu faria tudo novamente”, conclui a estudante.

 

Agência Educa Mais Brasil

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