Nova Zelândia para campeã do mundo

A Nova Zelândia, por incrível que pareça, segue invicta na Copa do Mundo. E desta vez, os All Whites não pararam um estreante como a Eslováquia. A equipe da Oceania empatou com a toda poderosa Itália, tetracampeã mundial, em Nelspruit, após ter saído na frente no placar.


Smeltz marcou para a Nova Zelândia, e Iaquinta, de pênalti, empatou. O destaque da partida foi o goleiro Paston, que com ao menos três defesas difíceis, parou o ataque italiano.


Com dois pontos em duas rodadas, a Itália precisa vencer a Eslováquia, na lanterna, com um ponto, no último jogo da chave para se classificar. Só que para isto acontecer, a Nova Zelândia, que também tem dois pontos, não pode vencer o Paraguai, líder da chave, com quatro. Uma derrota paraguaia pode parecer improvável, mas diante do que os neozelandeses fizeram até aqui, nada é impossível.


Os All Whites se classificaram para seu primeiro mundial em 28 anos após a saída da Austrália da Federação da Oceania. Sem rivais no continente, passaram pelo Bahrein na repescagem. Com uma liga semiprofissional no país (quatro jogadores convocados têm outras profissões), terceiro pior ranking entre as 32 seleções do torneio e na sua segunda participação em Copas não parecia um adversário à altura para os outros grupos da chave.


Mas a Nova Zelândia começou surpreendendo. Se na primeira partida contra a Eslováquia, a equipe buscou um empate no último minuto, desta vez a surpresa veio no começo da partida. Aos 6 da primeira etapa, Elliot cobrou falta na área, Cannavaro falhou e Smeltz, impedido, tirou de Marchetti com um toquinho sutil.


O JOGO.A Itália então teve de ir para cima. Após cobrança de escanteio, Cannavaro escorou para Chiellini na área, mas o zagueiro errou o chute. Aos 26, Montolivo, o substituto de Pirlo, bateu cruzado da direita e mandou na trave. No minuto seguinte, Smith puxou De Rossi, que valorizou a falta e caiu na área. Pênalti, que Iaquinta cobrou com categoria para empatar.


Após o empate, a Itália se acalmou e passou a dominar a posse de bola. A Nova Zelândia, mais do que contente com o resultado, se fechou. No final do primeiro tempo, De Rossi, que organizava as melhores oportunidades ofensivas italianas, arriscou um chute. A temida jabulani fez uma curva, mas Paston fez grande defesa.


Ao final do primeiro tempo, a Itália detinha 60% da posse de bola e havia dado 4 chutes a gol. A nova Zelândia finalizou apenas uma vez e marcou.


Na segunda etapa, Lippi alterou o esquema da Itália. Sacou os atacantes Pepe e Gilardino e pôs o meia Camoranesi e o atacante Di Natale. Aos 16, Entrou Pazzini, outro atacante, no lugar de Marchisi.


As substituições melhoraram a Azurra, que ficou mais criativa, e chegava cada vez com mais perigo. Montolivo e Camoranesi chamaram a responsablidade e passaram a liderar o ataque italiano.


A Nova Zelândia assustou em duas oportunidades. A primeira com um chute de Vicelich, que passou muito perto do gol italiano. Depois, perdeu uma chance incrível. Com um toquinho de classe, driblou Canavarro e chutou a centímetros do gol de Marchetti. Aos 24, Montolivo arriscou novamente de fora da área e Paston fez outra grande defesa, sem se deixar enganar pelo efeito da bola. Aos 42, Paston operou outro milagre, em um chute de Camoranesi. Zambrotta chutou para o gol aos 45, mas a zaga tirou em cima da linha da pequena área.


O juiz então deu 4 minutos de acréscimo. A Itália tentava. A Nova Zelândia se segurava. Apito final. Os neozelandeses foram campeões do mundo. Por um dia.