No ano da pandemia, comerciantes estimam de 1,2 mil até 2,5 mil vagas temporárias em Campo Grande

Dados da Associação Comercial e CDL apontam que empregos temporários aquecem mercado de trabalho na Capital

Com a chegada do fim do ano, a oferta de empregos temporários volta a aquecer o mercado de trabalho em Campo Grande. A expectativa é de que sejam geradas de 1,2 mil a 2,5 mil vagas de emprego temporário no comércio, indústria e no setor de serviços de Campo Grande.

Segundo levantamento levantamento da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), a previsão é de gerar 1,2 mil empregos temporários na Capital. De acordo com a pesquisa, 61,76% dos empresários entrevistados pretendem contratar profissionais neste fim de ano. Mais de 73% pretendem contratar em dezembro.

O presidente da Associação Comercial explica que as contratações para vagas temporárias já começaram em novembro. “Nossa pesquisa mostrou que mais de 6% das empresas que responderam ao questionário já realizaram as contratações de profissionais temporários e 20% devem fazê-las nesta segunda quinzena de novembro. Vendedores, operadores de caixa, atendentes, repositores de mercadorias são algumas das ocupações mais comuns de vagas temporárias neste período”, explica Renato Paniago.

Ainda segundo o levantamento da ACICG, 50,79% das empresas devem contratar até 2 pessoas e 39,68% pretendem agregar até 5 funcionários nessa modalidade. Quase 10% dos entrevistados responderam que devem contratar 7 pessoas ou mais.

O presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Adelaido Vila comenta que a oferta de empregos temporários será maior neste ano do que no ano passado. Segundo dados da entidade, a previsão é de 2,5 mil vagas temporárias nesta época do ano, principalmente para o mercado de rua.

Vila explica que o comércio tem retomado o ritmo e, por isso, lojistas buscam repor funcionários, já que no pico da pandemia muitos trabalhadores tiveram que ser demitidos. “Tivemos uma pandemia quando muitos trabalhadores foram demitidos, foi uma dispensa significativa. É tudo muito novo, mas agora estamos tendo uma demanda por trabalhadores que é 15% a mais do que no ano passado. Não é que está sendo gerado mais emprego, mas estamos tentando repor os funcionários que tínhamos antes”, diz o presidente da entidade.

Com a redução do número de casos de coronavírus em Mato Grosso do Sul e com alguns trabalhadores voltando à rotina presencial, o comércio já vivencia uma mudança de comportamento do consumidor. Adelaido comenta que, no início, pessoas focaram em investir em suas casas, já que ficariam em isolamento. Porém, agora o cenário é outro. 

“Com as pessoas saindo do home office, estão investimento em roupa, sapato, perfumaria, aquele consumo tradicional que a gente tinha. Expectativa para dezembro é favorável”, afirma Vila.

A Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul) informa que haverá uma maior oferta de empregos temporários no final deste ano, principalmente a partir do dia 20 de novembro. A fundação explica que a maioria das vagas são para o comércio.

“Ainda não estão abertas as vagas temporárias, mas estamos construindo junto ao setor do comércio uma política de intermediação de mão de obra”, disse o coordenador do trabalho da Funtrab, Antônio Modesto de Oliveira.

O diretor-presidente da Funtrab, Marcos Derzi reforça que há grande expectativa para as contratações temporárias no fim deste ano. “Estamos em uma força tarefa para captar o maior número de vagas, buscamos parcerias e hoje temos 150 novas empresas cadastradas”.

Dicas para quem procura emprego

Para quem procura uma vaga temporária no comércio de Campo Grande, uma dica é procurar a CDL que tem reunido currículos para redirecionar os trabalhadores aos lojistas associados. Outra opção é a Funtrab, que também oferta vagas temporárias no comércio. Nesta semana, a Fundação ofertou 20 vagas para atendentes de lojas com salário de R$ 1,1 mil. 

O presidente da CDL explica que para o candidato se destacar, é preciso mostrar disponibilidade para o trabalho. “Não se contrata porque a pessoa precisa, mas porque a empresa precisa de um trabalhador que dê resultados. O discurso do candidato deve ser sobre o que ele tem a oferecer, tem que agregar algum valor”, comenta.

Segundo Adelaido, o ideal é que o trabalhador tenha ensino médio completo e disposição, já que o restante o mercado pode ensinar. “O principal motor é disposição. Ensino médio é um pré-requisito básico, é difícil contratação com ensino fundamental”.

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