Fibria recebe proposta e deve combinar negócios com a Eldorado em MS

A associação entre as duas empresas é vista como um fato certo

Uma proposta para início de conversas já foi levada à Fibria pela PE, que pertence aos mesmos donos da Asia Pulp and Paper (APP) e ainda é acionista minoritária da Eldorado, segundo o jornal.  

O que move uma associação entre as duas empresas é poder capturar por ambos os sócios as elevadas sinergias industriais, florestais, comerciais e de logística que resultariam da união dos seus ativos em Três Lagoas. O montante desses ganhos poderia superar R$ 4 bilhões.

Um dos sócios da Fibria, o grupo Votorantim, segundo uma fonte, não recebeu, diretamente, proposta da PE, mas indicou que a quem caberia receber era a própria fabricante de celulose. Por isso, preferiu não comentar a informação. O grupo tem 30% das ações da empresa e o BNDES, com quem divide o controle, fatia semelhante.

De acordo com o Valor Econômico, Fibria e PE teriam participações diferentes na joint venture, que agruparia as duas linhas de produção da controlada de Votorantim e BNDES no município sul-mato-grossense e a linha única da Eldorado, que entrou em operação em 2012. A união geraria uma fabricante apta a produzir quase 5 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano – à capacidade instalada de 3,25 milhões de toneladas da unidade da Fibria, em Três Lagoas, se somaria o 1,7 milhão de toneladas da Eldorado.

Em volume, a Fibria tem o dobro do tamanho da Eldorado, cujo controle – em processo gradual de transferência – foi vendido à PE pelos irmãos Batista em setembro por R$ 15 bilhões (incluindo dívidas). Com base nos números financeiros da Eldorado até setembro, somando a produção das duas empresas, seria criada uma companhia com receitas anuais acima de R$ 10 bilhões.

A consolidação entre as duas principais companhias de celulose e papel do país é vista no setor como um fato certo – e tende a ocorrer mais cedo ou mais tarde.

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