Indústria da celulose prospera e produção cresce 2,9% em 2017 no Brasil

16 milhões de toneladas até outubro

 

O Brasil se firma cada vez mais como referência na produção de celulose de fibra curta, atrás apenas dos Estados Unidos. Conforme dados divulgados pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), entidade que congrega produtores de celulose, papel, painéis e pisos de madeira e florestas no país, de janeiro a outubro a fabricação do produto cresceu 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

O relatório Cenários Ibá, divulgado mensalmente, mostra comercialização de 16 milhões de toneladas de celulose até outubro. Em relação a exportação do produto, o aumento foi ainda maior, de 3,6%, passando de 10,649 milhões de toneladas para 11,034 milhões nos 10 primeiros meses do ano.

Recortando os números apenas de outubro, o relatório mostra avanço de 1,9%. Em outubro 2016 a produção foi de 1,579 milhão de toneladas para o mês. Já neste ano atingiu 1,679 milhão de toneladas. Mas apresentou redução de 2,2% na exportação, variando de 1,052 milhão de toneladas para 1.029. 

Mesmo com o crescimento da produção e, consequentemente uma aparente disponibilidade no mercado, as fábricas de celulose localizadas no Mato Grosso do Sul anunciaram aumento de preços. Fibria e Eldorado, ambas localizadas em Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, foram movidas por uma demanda pela matéria-prima usada na produção de papel.

Há duas semanas, a Fibria anunciou que vai elevar em US$ 30,00 o preço da tonelada de celulose vendida para Europa, América do Norte e Ásia a partir de 1º de dezembro deste ano, conforme publicado pelo Infomoney.

Já a Eldorado, que está finalizando a transferência do controle de sua fábrica para a chinesa Paper Excellence, anunciou na última sexta-feira (24) aumento de preços para todas as regiões a partir de 1º de dezembro. Segundo informações da Reuter, na Europa, América do Norte e China, o preço será de U$$ 30,00 por tonelada e de U$ 40,00 para a Coreia do Sul.

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