Fibria fecha terceiro trimestre com receita líquida 2221% maior que 2016

Operação da segunda linha ajudou no resultado

A Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto de florestas plantadas do mundo, anunciou nesta terça-feira (24) que atingiu receita líquida de R$ 743 milhões no terceiro trimestre de 2017. Este resultado é 2221% maior que o obtido no mesmo período do ano passado, quando teve saldo de R$ 32 milhões. No segundo trimestre houve prejuízo de R$ 259 milhões.

Em relação à produção, a fábrica forneceu 1,449 milhão de toneladas de celulose, resultado 11% maior que o mesmo período do ano passado e 9% acima em relação ao segundo trimestre de 2017.

Receita líquida atingida nos meses de julho, agosto e setembro é de R$ 2,844 bilhões, sendo 24% maior que o registrado nos mesmos meses de 2016. O aumento deve-se a elevação de 24% do preço médio líquido da celulose em dólar e ao maior volume vendido.

Conforme divulgado pela empresa, a entrada de operação da segunda linha da indústria localizada em Três Lagoas, distante 338 quilômetros de Campo Grande, contribuiu com 124 mil toneladas de celulose à produção total da Fibria no terceiro trimestre.

As vendas também registraram alta em relação ao terceiro trimestre do ano passado, com índice de 2%, com 1,475 milhão de toneladas no terceiro trimestre. A empresa atribui o resultado a “um ambiente de mercado mais positivo, com restrições de oferta, forte demanda e baixos níveis de estoques”. Com o panorama favorável, a Fibria anunciou também aumentos de preços para outubro e novembro.

“Esse trimestre foi bastante positivo para a companhia. Iniciamos a produção na nossa nova fábrica em Três Lagoas antes do prazo previsto e abaixo do orçamento, começando a colocar os novos volumes no mercado numa conjuntura muito favorável ao produtor de celulose”, disse o presidente da Fibria, Marcelo Castelli, em nota emitida pela empresa.

Além dos ganhos, o custo caixa de produção caiu. No terceiro trimestre de 2017 o custo foi de R$ 610 por tonelada de celulose, 8% inferior ao custo do segundo trimestre. Segundo a empresa, houve menor custo com madeira. O aumento da venda de energia excedente de fonte renovável, devido o crescimento de geração de energia com a entrada em operação da nova fábrica em Três Lagoas (MS) e melhor preço da energia também colaboraram com a queda no custo. Em relação ao terceiro trimestre de 2016, a queda do custo de produção foi de 4% e deveu-se majoritariamente ao maior resultado na venda de energia excedente e à ausência de paradas programadas das fábricas para manutenção.

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