Vacinação contra a Covid em MS segue concentrada em profissionais de Saúde, diz secretário

Geraldo Resende afirma que doses da Oxford/Astrazeneca vão imunizar 20% dos profissionais de Saúde do Estado.

Humberto Marques Publicado em 24/01/2021, às 14h37 - Atualizado em 25/01/2021, às 08h38

Doses da Covishield em MS. (Foto: Marcos Ermínio) - Doses da Covishield em MS. (Foto: Marcos Ermínio)
Geraldo Resende afirma que doses da Oxford/Astrazeneca vão imunizar 20% dos profissionais de Saúde do Estado

As 22 mil doses da vacina da Oxford/AstraZeneca entregues neste domingo (24) ao Governo de Mato Grosso do Sul estão direcionadas aos profissionais de Saúde que atuam no enfrentamento da pandemia de coronavírus. A confirmação partiu do secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, segundo quem as vacinas recém-chegadas terão como prioridade os trabalhadores mais idosos.

A medida vai ao encontro do que foi adotado na distribuição do primeiro lote de vacinas, com 158.760 imunizantes produzidos pela Sinovac (a CoronaVac). Além de profissionais de Saúde, integrariam o grupo prioritário idosos e pessoas com deficiência em instituições de longa permanência, que aguardam a vinda de mais vacinas.

“Não dá para vacinar os idosos ainda”, afirmou Geraldo, ao confirmar que a baixa quantidade de vacinas impede a ampliação do grupo atendido. O plano segue as normativas do PNI (Plano Nacional de Imunização), também discutido no Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Saúde).

“A princípio aventamos incluir os idosos, mas como a maioria dos Estados, na discussão no Conass, entendeu-se ser possível avançar na imunização dos profissionais de Saúde”, disse Geraldo.

Das 158.760 doses da CoronaVac, 97 mil foram direcionadas às populações indígenas em aldeias rurais e 61.760 para os demais integrantes do grupo prioritário. Somente as 22 mil doses da Oxford/AstraZeneca permitirão que 28,35% dos profissionais de Saúde do Estado sejam imunizados –com o que já foi aplicado da CoronaVac (37% desse público alvo, aproximadamente), o percentual de trabalhadores do setor vacinados contra o coronavírus chegará próximo a 65%.

Mobilização de Segurança Pública para o Enem atrasa distribuição de vacinas contra a Covid

As vacinas da Oxford/AstraZeneca, fabricadas em um laboratório na Índia, chegaram sábado (23) ao Brasil, sendo rotuladas e catalogadas pela Fundação Oswaldo Cruz. Neste domingo, voo da Azul vindo do Rio, mas que passou por Belo Horizonte (MG) antes, fez a entrega das vacinas, em duas caixas.

A logística de voo partiu do Ministério da Saúde, e, agora, cabe à SES encaminhar as doses à Rede de Frio e as entregar para as prefeituras. Segundo Geraldo, como o serviço conta com apoio de forças de Segurança Pública, ele será iniciado apenas às 5h de segunda-feira (25) –já que as forças policiais estão concentradas na segurança do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), aplicado neste domingo.

Ainda assim, neste domingo, um grupo de 25 bombeiros e 10 policiais militares vão atuar na preparação das remessas para cada município. Campo Grande deve retirar a sua cota, ainda a ser definida. Geraldo ressaltou que vai de cada municio iniciar a vacinação entre esta segunda ou terça-feira (26).

O secretário ainda prometeu dar publicidade à distribuição das vacinas, envolvendo o quantitativo que cada um dos 79 municípios receberá. “Só alertamos os municípios para que possam vacinar os profissionais de Saúde e, desta vez, os mais idosos, que correm mais risco se forem contaminados pela Covid-19”, disse.

A Oxford/AstraZeneca tem uma janela de imunização maior que a CoronaVac (cerca de 60 dias), podendo oscilar entre 90 e 12 dias. “Havermos de dar o tempo máximo que o imunizante pode ofertar”, afirmou o secretário, optando pela estratégia para que haja tempo de a vacina ser nacionalizada: assim como Sinovac e o Butantan, a Oxford e a Fiocruz têm um acordo de cooperação, com a fabricando da vacina ocorrendo no Instituto de Tecnologia em Fármacos Farmanguinhos (Laboratório Farmacêutico Federal, integrante da Fundação Oswaldo Cruz).

A expectativa é de um novo lote da CoronaVac, com cerca de 4 milhões de doses já fabricadas pelo Butantan, seja distribuído.

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