Santa Casa de Campo Grande realiza 3° transplante de córnea deste ano

A Santa Casa de Campo Grande divulgou nesta sexta-feira (12) a realização da terceiro transplante de córnea feito em 2021, com apoio do bando de Olhos do hospital. O paciente é um homem de 64 anos que teve a córnea perfurada durante uma infecção ocular e sem a cirurgia tinha risco de perder o globo […]

Karina Campos Publicado em 12/02/2021, às 14h47

(Foto: Divulgação/Santa Casa) - (Foto: Divulgação/Santa Casa)
Cerca de 24 transplantes de córneas foram feitos durante a pandemia de coronavírus

A Santa Casa de Campo Grande divulgou nesta sexta-feira (12) a realização da terceiro transplante de córnea feito em 2021, com apoio do bando de Olhos do hospital. O paciente é um homem de 64 anos que teve a córnea perfurada durante uma infecção ocular e sem a cirurgia tinha risco de perder o globo ocular.

O procedimento foi feito na quinta-feira (11). O tratamento clínico já não era mais suficiente para resolver o grave problema de saúde do paciente. Segundo o hospital, numa escala de zero a dez, o comprometimento da córnea dele estava em grau 9.

O próximo passo do tratamento é monitorar se o organismo pode rejeitar a córnea, quando o homem deverá fazer visitas constantes ao ambulatório e ficar atento a alguns sintomas que poderão surgir, conforme explicou a médica oftalmologista Drª Cristiane Bernardes, que também é diretora do Banco de Olhos do Hospital.

“Os primeiros seis meses são os mais importantes nesse tratamento. O sucesso do transplante depende também do cuidado que o paciente terá no pós-cirúrgico. Ele deve usar a medicação rigorosamente nos horários e dosagens indicados e buscar atendimento imediatamente, caso tiver sensação de corpo estranho (pode significar um ponto arrebentado), visão mais embaçada, vermelhidão, dor, fotofobia e lacrimejamento”, disse a médica.

Três casos de urgência na oftalmologia com indicação de transplante de córneas foram registrados neste ano. Nos últimos três anos foram feitos 85 transplantes de córneas, sendo 24 transplantes durante a pandemia, na unidade. Nesse período de enfrentamento à Covid-19, a captação do tecido ficou mais restrita por conta de uma determinação do Ministério da Saúde e orientação da Associação Panamericana de Banco de Olhos, Abapo, para garantir a segurança dos pacientes e profissionais.

“Nós não paramos com a pandemia, mas ficamos restritos às doações de mortes encefálicas. Agora, estamos retomando as doações vindas de pacientes vítimas de parada cardiorrespiratória e, com isso, podemos aumentar a oferta do tecido para outras instituições que também realizam transplantes”, informou Cristiane.

O procedimento também contou com apoio do médico residente Dr. Roberto Brassaloti Filho, médica anestesista Dra. Helena Souza Sodré e equipe da enfermagem do centro cirúrgico Day Clinic da Santa Casa, onde são realizados procedimentos de pequeno e médio porte.

 

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