Pontos ‘diferentões’, fim do estacionamento: comerciantes listam falhas na Brilhante

Já os usuários temem dificuldades para atravessar rua movimentada

Os novos pontos de ônibus e o corredor de transporte coletivo têm causado polêmica entre comerciantes e passageiros na rua Brilhante, em Campo Grande. A novidade das faixas exclusivas para ônibus não agradou os comerciantes, que reclamam da falta de locais para estacionar. Já os passageiros acreditam que vai ser complicado atravessar a rua, que é tão movimentada, com os pontos no meio da via. 

Com uma faixa exclusiva para a circulação dos ônibus, os comerciantes de um lado da via ficaram sem estacionamento. Uma das comerciantes da Brilhante, Terezinha tem uma pequena conveniência em frente ao corredor de ônibus. Ela afirma que quando o corredor começar a funcionar, não vai ser possível estacionar no local e vai ficar difícil alugar um ponto comercial que ela tem a disposição. 

Dona de um pet shop, Danielle dos Santos, de 24 anos, também reclama da falta de estacionamento. “Por sorte a loja fica em uma esquina, mas tem gente que não tem essa vantagem”, comenta. Danielle afirma que por enquanto está conseguindo estacionar em sua loja porque a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) permitiu que ela retirasse os cones em frente à loja para entrar. Depois, ela coloca os cones de novo, já que os motoristas não devem estacionar na faixa do corredor de ônibus, que ainda não começou a funcionar. 

Maiara é uma das poucas que não se sentiu prejudicada. (Foto: Henrique Arakaki)

A comerciante Maiara Saad, de 31 anos, é uma das poucas satisfeitas com a novidade na rua Brilhante. Ela conta que não foi prejudicada, já que a loja dela fica do lado oposto ao corredor. “Acho que vai aumentar o número de clientes, vão ver mais a minha loja, que fica na frente do ponto, e vai ser um ponto de referência. Não fui prejudicada também porque tenho um estacionamento próprio”.

Um dos problemas apontados pelos usuários de ônibus é a falta de um ponto, que antes ficava localizado em frente ao supermercado Comper. O novo ponto seria construído em frente a um posto de combustível, mas o dono do estabelecimento pediu à Prefeitura que não o instalasse no local.

“Acho que não vão mais fazer, ninguém dá resposta. É um problema colocar ponto ali porque  ia tirar uma das entradas dos carros no posto. Outro problema é quando o caminhão vem descarregar combustível, mas a gasolina tem muito vapor e a preocupação é que acendam cigarro no ponto de ônibus”, comentou uma funcionária do posto. 

Elias também reclamou da falta do ponto que ficava em frente ao Comper. (Foto: Henrique Arakaki)

Entre os usuários do transporte, a preocupação é com a travessia da rua. Com os pontos no meio da rua, Rosângela Godoy, de 41 anos, acredita que vai ser difícil atravessar a rua movimentada, que ainda não tem semáforo. Maria de Fátima, de 62 anos, também não gostou da novidade. “Esses novos pontos são ridículos, como a gente vai atravessar? Tem lugar q não tem sinal pros carros pararem”.

Elias Campeiro Arci, de 57 anos, diz que passageiros terão que ter muita atenção para atravessar a via. “Ainda acho que os carros vão querer passar na faixa, mesmo sendo exclusiva dos ônibus”.

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