MPMS cria programa para localização de pessoas desaparecidas

Plid foi lançado no Rio de Janeiro, onde nasceu sistema nacional de desaparecidos

O MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) lançou o Plid (Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos). A resolução que o regulamenta foi publicada na edição desta sexta-feira (20) do Diário Oficial do órgão (DOMPMS).

Para autorizar a instituição do Plid, o procurador-geral de Justiça, Alexandre Magno Benites de Lacerda, considerou a problemática dos desaparecimentos nas regiões de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, bem como  a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, lançada junto ao Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas no ano passado.

Dessa forma, o Estado se integra ao Sinalid (Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos). O grupo de trabalho vai reunir todas as informações de desaparecimentos para inseri-los no sistema nacional.

As áreas de direitos humanos, da criança e adolescente e da pessoa com deficiência vão coordenar as ações com o apoio do CI (Centro de Pesquisa, Análise, Difusão e Segurança da Informação) e da STI (Secretaria de Tecnologia da Informação).

Pioneiro no Rio de Janeiro, o Plid teve em 2017 taxa de resolutividade de 38%, para uma média de 530 desaparecimentos por mês. Com o Sinalid, todos os MPs se integram e cruzam informações para localizar cidadãos desaparecidos.

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